quinta-feira, 29 de julho de 2010

Feliz aniversário, moça do sonho [2 anos]


Hoje, aniversário de 2 anos, sinto-me muito feliz por ter redescoberto com o blog o prazer de escrever e ter feito tantas amizades virtuais. Este é o maior presente: ligar o computador e ler os comentários de vocês, saber que pessoas de diversos lugares do mundo passaram por aqui, leram o que escrevi, deram sua opinião… 
Passou muito rápido e hoje, tenho uma média de 800 assinantes do Feed,  mais de 220.000 visitas, 450 posts e mais de 6200 comentários!
Apesar do pouco tempo que tenho tido nos dias atuais pra cuidar do meu blog  com o carinho que ele merece, estou muito feliz com os resultados. O que importa não é a quantidade de tempo que a gente tem pra cuidar do que gosta e sim, o que faz com o tempo que tem e estou fazendo o possível para manter o ritmo de postagens, mesmo escrevendo menos textos de minha autoria agora. Mas isso deve mudar logo, assim espero! 
Eu só tenho a agradecer a todos vocês.


Obrigada, muito obrigada a todos por fazerem parte do meu mundo!

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Até o mais perfeito conto de fadas tem sua face mais obscura!

A fotógrafa Dina Goldstein trabalha em Vancouver, Canadá, e tem um trabalho comercial bem relevante, tendo já sido publicado em diversas revistas. Mas ela tem uma trabalho pessoal também muito bacana. Um deles é a série Fallen Princesses que mostra a vida de princesas dos contos de fada em cenários mais realistas. 
O ensaio “Fallen Princesses” mostra a realidade caótica do “viveram felizes para sempre”. Com fotografias retratando o “mundo real” das princesas decaídas, o trabalho de Goldstein chega a chocar com imagens de personagens como a Rapunzel no hospital e a pequena sereia Ariel presa em um aquário. Já outras imagens atingem a linha tênue do hilário e nos fazem pensar sobre o nosso cotidiano, como a Branca de Neve e seus vários bebês (casada com um princípe que “virou sapo”), a Chapeuzinho Vermelho que não conseguiu escapar da onda de fast-foods nos reinos encantados e a Cinderela que não deu certo com o príncipe e virou mulher de buteco!






A série completa está no site da Dina Goldstein e vale super a pena conferir!

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

6 formas de combater o ciúme patológico


Ciúme, s. m. Zelos amorosos; inveja; receio de perder objeto amado.
Ciumeira, s. f. Ciúme exagerado.
Ciumento, adj. Que tem ciúmes; invejoso.

O ciúme é o tema que constantemente vem a tona quando falamos sobre relacionamento afetivo, isso porque dentre as mais diferenciadas emoções humanas essa é uma emoção extremamente comum. Todos nós cultivamos certo grau de ciúme e alguns dizem que esse sentimento é necessário em todo relacionamento, porque afinal, quem ama cuida. 

O sentimento denominado amor geralmente é acompanhado do ciúme. E o ciúme muitas vezes aparece sob o véu do cuidado, do zelo e da preocupação com a pessoa amada. Quem ama o outro sente a necessidade de fazer com que a pessoa se sinta realmente amada, acolhida, querida e respeitada no relacionamento. 

Existe sim o ciúme em nível normal que tem como função cuidar e proteger da pessoa amada e do pedaço de nós que está depositado nela (o nosso amor, as nossas expectativas, os nossos ideais, sonhos e etc.). Logo, todos nós, alguma vez, em maior ou menor grau já o sentimos.

O ciúme patológico pode surgir quando uma das partes sente que o parceiro não está conectado a ela da forma como gostaria e começa a criar fantasias, crenças e certezas que só existem na imaginação.

Para o ciumento, as dúvidas e incertezas são vistas como verdades concretas, daí amigos de trabalho viram rivais, os compromissos do outro viram desculpas para traição e etc.

É comum pessoas que deixam a sua vida de lado para seguir os passos do companheiro, que perdem o sono pensando na possibilidade de uma traição e aqueles que têm a sua individualidade invadida e constantemente revirada pela desconfiança e o excesso de controle do parceiro (ou parceira).

Como saber se o seu ciúme, ou do seu parceiro, está em níveis normais ou já está se transformando em uma patologia? A pessoa cujo ciúme encontra-se dentro do normal, baseia os seus questionamentos, desconfianças e inseguranças em fatos reais e concretos.

Já o ciumento doentio tende a fantasiar situações, viver buscando indícios de infidelidade e tem a sua vida pessoal prejudicada pelo fato de não conseguir pensar em outra coisa que não sejam as suas fantasias e desconfianças. Ele tende a experimentar sentimentos como ansiedade, depressão, angústia, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, culpa e desejo de vingança. 

Mas o que fazer quando somos vitimas ou sofremos desse sentimento exagerado?

1) Colocar-se no lugar do outro, ou pedir ao companheiro que coloque-se em seu lugar a fim de imaginar como é a vida da pessoa que é vitima constante de acusações infundadas,

2) Reconhecer e admitir as suas qualidades e perceber que se elas não fossem encantadoras, o outro não teria motivos para estar com você;

3) Adquirir maior segurança (em si e no outro);

4) Procurar ajuda médica e psicológica quando a patologia estiver caminhando para níveis muito avançados;

5) Se você é vitima de um ciumento (ou ciumenta) patológico, evite dar as explicações pedidas e permitir que o outro comande a sua vida, porque ao agir dessa forma, você está alimentando as crenças e imaginações e contribuindo para que elas se tornem reais para o outro.

6) Procure ajuda ou denuncie o seu parceiro (ou parceira) caso você esteja sendo vítima de agressões físicas ou ameaças. 
Fonte: Minha Vida
Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. (William Shakespeare)

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Meu nome é vermelho


Meu nome é vermelho - Orhan Pamuk

536 páginas - Editora: Companhia das Letras
Gênero: Literatura estrangeira, romance, best seller

Por que li este livro? 

Foi até engraçado. Um dia eu estava comentando com uma colega de trabalho sobre os últimos livros que eu havia lido quando ela me falou que tinha um livro na gaveta, que comprou e não conseguiu ler de tão ruim que achou pelos primeiros capítulos.

Fiquei curiosa porque nunca tinha ouvido falar do livro e pedi emprestado. Qual foi a minha surpresa quando comecei a ler e não conseguia mais largar, de tão fascinante que achei.

Sobre o livro:

O livro alia narrativa policial, história de amor proibida e reflexões sobre as culturas do Ocidente e do Oriente. A trama se passa em Istambul, no fim do século XVI.

Para comemorar o primeiro milênio da Hégira (a fuga de Maomé para Meca), o sultão encomenda um livro que representasse a riqueza do Império Otomano, que naquele momento vivia seu apogeu.

Para provar a superioridade do mundo islâmico, porém, as imagens deveriam ser feitas com as novíssimas técnicas de perspectiva da Itália renascentista. As intenções secretas do sultão logo dão margem a especulações, desencadeando uma onda de intrigas que culmina no assassinato de um dos artistas que trabalhava nas iluminuras do livro.

Ao mesmo tempo, desenrola-se o caso de amor entre o Negro, artesão que voltara a Istambul após doze anos de ausência, e a bela Shekure. Construída por dezenove narradores -entre eles um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro -, a história surpreende pela exuberância estilística, que reflete o encontro de duas culturas.

Pontos fracos: 

Talvez não fosse necessário contar tantas histórias dentro da mesma história (quem ler vai entender). A linguagem arcaica e um pouco embrulhada para olhos ocidentais pode não atrair à primeira vista. Mas vale a pena perseverar.

O que achei mais interessante:

A forma como a história é contada.Quem seria capaz de fazer o Diabo, a Moeda, a Morte, a Árvore, o Vermelho, a Mulher, o Cavalo e o Cachorro falarem na primeira pessoa? Adquirirem corpo e alma?

Todo o livro, aliás, é dividido em capítulos narrados na primeira pessoa. O escritor se diverte assumindo várias personalidades. Máscaras, metamorfoses, peles. Cada personagem com sua visão de mundo. Ou apenas seu mundo e sua clausura .

É preciso fôlego , competência, vidência e ousadia para transformar tudo isso em palavras. E que palavras! O livro todo é poema em prosa. Nunca tinha lido nada parecido.

#ficadica ;-)

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Internet, o oásis dos tímidos


Antigamente, o principal refúgio dos tímidos era a leitura e a escrita. Há muitos exemplos de comportamentos misantrópicos e excêntricos dentre os grandes nomes da história mundial, entre eles Beethoven e Arthur Schopenhauer. Essas personagens eram dotadas de um intelecto privilegiado, mas incapazes de manterem uma interação social satisfatória. Isolavam-se da sociedade para relacionar-se mais profundamente consigo mesmos, ou com possíveis admiradores, através da sua arte. O mundo ganhou muito com a sua introspecção mas, praticamente todos eles, no final de suas vidas, mostraram-se ressentidos com a vida solitária que levaram. 

Na verdade, sofriam de déficit de habilidades sociais, ou seja, uma inabilidade em relacionar-se socialmente devido à excessiva ansiedade em relação ao próprio desempenho, que redunda em falta de assertividade, dificuldade de iniciar e manter conversações, de expor sua opinião e defender seus interesses verbalmente de modo satisfatório. 

É um quadro gerado, principalmente, por uma educação muito rígida e punitiva que, geralmente, produz isolamento, forte sentimento de solidão e estado depressivo. 

Há algumas décadas, além da arte, uma nova possibilidade tornou-se acessível para pessoas com essas características: a TV. Mais democrática e sem exigir nenhum talento especial para ser degustada, chegou a ser rotulada de imbecilizante, por provocar comportamentos passivos, que não requerem um mínimo esforço por parte do telespectador. Logo em seguida veio o videogame, uma forma de brincar que, como a TV, dispensava a companhia de outra pessoa. 

E então surgiu, no final do século passado, a maravilha das maravilhas: a internet. Uma ferramenta que conjuga todas as alternativas anteriores e muito, muito mais. Com ela, até o mais anti-social dos indivíduos, além de ler, escrever, assistir e jogar, sozinho ou com amigos virtuais do mundo todo, pode também bater papo, estudar, trabalhar, comprar, vender, obter informações para resolver seus problemas do dia-a-dia, namorar e até fazer sexo virtual, sem se expor pessoalmente, quero dizer, sem se relacionar de verdade com ninguém! 

Isso é bom ou ruim? Por um lado é bom e pode até estimular um relacionamento pessoal. Para aqueles que têm dificuldade de iniciar uma abordagem cara-a-cara, começar a conhecer algumas pessoas mais devagarzinho através da net pode ser um bom início para, só depois, quando se sentirem mais seguros, partir para um contato real. 

O problema é que muitas pessoas, agora que dispõem desse recurso tão vasto para preencher quase todas as necessidades de suas vidas, tendem a se isolar ainda mais do contato social ao vivo. Isso porque, quando não havia a internet, algumas atividades tinham que ser feitas pessoalmente, como ir ao supermercado, por exemplo. Despensa e geladeira vazias eram uma forma de pressão suficientemente forte para obrigar a pessoa a sair do isolamento e, pelo menos, ir às compras. Com a internet bastam poucos cliques e o supermercado está em sua porta. 

O déficit de habilidades sociais tem tratamento e, na maioria dos casos, pode ser revertido em um espaço de tempo relativamente curto. A partir de um diagnóstico das necessidades do cliente, num primeiro momento ele é orientado para comportar-se socialmente de modo adequado, aprendendo a lidar com a angústia, a sensação de insegurança e a ansiedade que sempre acompanham essas situações. O objetivo desta fase da terapia é torná-lo uma pessoa sociável e capaz de ir em busca de seus sonhos/metas, obtendo autoconfiança e adquirindo uma auto-estima elevada. O passo seguinte e que pode ocorrer simultaneamente é levá-lo a conhecer-se melhor e tornar-se autônomo, capacitando-o para valer-se de sua própria criatividade e recursos internos para viver de modo mais pleno. 

Sem um tratamento adequado, essas pessoas perdem a oportunidade de descobrir que suas dificuldades são as mesmas de todo ser humano porque todos nós, no fundo, temos medo do sofrimento em nossos relacionamentos. E a possibilidade de compartilhar talentos e defeitos é que faz com que nos sintamos aceitos, acolhidos e amados, sendo do jeito que somos. 

Habilidade para se relacionar é construída sobre o alicerce da autoconfiança. Uma amizade profunda é construída a partir da capacidade de confiar no próprio julgamento e de se expor ao outro. São qualidades que todos nós somos capazes de desenvolver, aprendendo a discernir e escolher em quem queremos apostar para abrir nossos corações.

Fonte: Minha Vida

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pizza de panela de pressão? Sim, veja a receita!


Que tal aprender a fazer pizza na panela de pressão ?Muitas vezes quando viajamos e não temos um forno, mas bate a vontade de comer pizza, essa receita é uma mão na roda!Coloque todo mundo para ajudar a fazer!

Ingredientes da massa:

1/2 kg de farinha de trigo
1 fermento fresco para pão
1 pitada de açúcar
1 copo americano de água
1 ovo
3 colheres de sopa de óleo
1 colher(café ) de sal

Molho de tomate pode ser de caixinha.

Recheio de sua preferência 


Modo de preparo:

Coloque a farinha em uma tigela, faça um buraco no meio e ponha o fermento, o açúcar, metade da água, o ovo, o óleo , misture e coloque o sal.
Sove a massa e acrescente o restante da água aos poucos até obter uma massa lisa e macia, se preciso adicione mais farinha.
Divida a massa em 6 partes e deixe-as crescer por 1 hora.
Abra a massa em discos bem finos.
Regue com um fio de azeite o fundo da panela de pressão e disponha a pizza.
Pincele com molho de tomate, o recheio de sua preferência .
Tampe a panela e cozinhe por 7 minutos.
Desligue o fogo e espere acabar a pressão.
Sirva em seguida , regue com um fio de azeite.

E bom apetite!

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fragmentos de Lygia Fagundes Telles


Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas.
Ele fixara em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da sua liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.
Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim.
Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça.Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem.
Não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa ... E que interessa o castigo ou o prêmio? ... Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não é a mesma a ser punida no dia seguinte.
...Quem me detesta tanto assim para me atacar até em sonho? quis saber e nesse instante vi minha imagem refletida no espelho...
O poeta dizia que era trezentos, trezentos e não sei quantos. Eu sou apenas duas: a verdadeira e a outra. Uma outra tão calculista que às vezes me aborreço até a náusea. Me deixa em paz! – peço e ela se põe a uma certa distância, me observando e sorrindo. Não nasceu comigo mas vai morrer comigo e nem na hora da morte permitirá que me descabele aos urros, não quero morrer, não quero! Até nessa hora sei que vai me olhar de maxilares apertados e olho inimigo no auge da inimizade: “Você vai morrer sim senhora e sem fazer papel miserável, está ouvindo?” Lanço mão do meu último argumento: tenho ainda que escrever um livro tão maravilhoso... E as pessoas que me amam vão sofrer tanto! E ela, implacável: “Ora, querida, as pessoas estão fazendo montes. E o livro não ia ser tão maravilhoso assim”. É bem capaz de exigir que eu morra como as santas.
Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos. Principalmente fora, que é preciso um peito de ferro para enfrentar essa luta na qual entra não só o fervor, mas uma certa dose de cólera, fervor e cólera. Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas.
Faço filosofia. ser ou estar. não, não é ser ou não ser, essa já existe , não confundir com a minha que acabei de inventar agora. originalíssima. se eu sou, não estou porque para que eu seja é preciso que eu não esteja. mas não esteja onde? muito boa pergunta; não esteja onde. fora de mim, é lógico.Para que eu seja assim inteira (essencial e essência) é preciso que não esteja em outro lugar senão em mim.
Quando na realidade o amor é uma coisa tão simples... Veja-o como uma flor que nasce e morre em seguida por que tem que morrer. Nada de querer guardar a flor dentro de um livro, não existe nada mais triste no mundo do que fingir que há vida onde a vida acabou.
(...)Nunca o povo esteve tão longe de nós, não quer saber. E se souber ainda fica com raiva, o povo tem medo, ah! como o povo tem medo. A burguesia toda aí esplendorosa. Nunca os ricos foram tão ricos [...] Resta a massa dos delinqüentes urbanos. Dos neuróticos urbanos. E a meia-dúzia de intelectuais [...] Não sei explicar, mas tenho mais nojo de intelectual do que de tira.
Costurar as feridas e amar o inimigo que odiar faz mal ao fígado, isso sem falar no perigo da úlcera, lumbago, pé frio. Amar no geral e no particular e quem sabe nos lances desse xadrez-chinez imprevisível. Ousar o risco. Sem chorar, aprendi bem cedo os versos exemplares, Não chores que a vida/ é luta renhida.
Confesso que não sei, até hoje não sei por que de repente, sem alterar a voz, comecei a falar com tamanha fúria que não consegui segurar as palavras que vieram com a força de um vômito.
Aprendi desde cedo que fazer higiene mental era não fazer nada por aqueles que despencam no abismo. Se despencou, paciência, a gente olha assim com o rabo do olho e segue em frente. Imaginava uma cratera negra dentro da qual os pecadores mergulhavam sem socorro. Contudo, não conseguia visualizar os corpos lá no fundo e isso me apaziguava. E quem sabe um ou outro podia se salvar no último instante, agarrado a uma pedra, a um arbusto?... Bois e homens podiam ser salvos porque o milagre fazia parte da higiene mental. Bastava merecer esse milagre.
A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.
Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando sob a polpa. Varei-a. O sumo ácido inundou-me a boca. Cuspi a semente: assim queria escrever, indo ao âmago do âmago até atingir a semente resguardada lá no fundo como um feto...

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sex-shop das antigas

Você já conheceu o Peru?

Ai, não sejam maliciosos... Eu estou perguntando se alguém já visitou o Peru, o país? Se você já foi e pretende voltar ou se está planejando uma viajem por terras peruanas, não pode deixar de conferir o museu Rafael Larco Herrera,em Lima, que tem uma das maiores e mais ricas coleções de objetos cerâmicos e de ouro que remontam a mais de 3.000 anos de história pré-colombiana.

Lá existe uma exposição permanente, chamada sala erótica, que guarda a coleção erótica da cultura Mochica. São vasos e estátuas com representações de práticas e órgãos sexuais. Quem visitou afirma que se sentiu em um sex-shop das antigas.

Com jarras cerâmicas no formato de pênis e mulheres com órgãos sexuais “avantajados”, algumas das peças, segundo os guias, eram utilizadas para representar os períodos de colheita e de fertilidade.




Outras, remetiam à morte, como uma estátua com um pênis gigante e uma cabeça de caveira, demonstrando a preocupação dessas civilizações com o apego excessivo aos prazeres da carne.


A seleção de objetos arquelógicos dessa sala, são resultado dos estudos de Don Rafael Larco Hoyle nos anos 60, a respeito das representações sexuais artísticas.




Então, ficaram animados para conhecer o museu?
Se quiserem mais informações cliquem aqui!


Fonte

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quem disse que o amor não se explica? Eu sigo tentando...


Acredito que o amor é a força que move o mundo. O amor inspira, entorpece, dá vida. As maiores loucuras da história foram feitas por amor, assim como os atos mais louváveis. Ele tem uma coisa de fazer com que a humanidade acredite ser capaz de tudo; os sonhos se tornam perfeitamente palpáveis por mais abstratos que sejam. E cada vez que alguém desiste do amor.. perde um pedaço da alma. 

Mas o que é a vida sem o amor? O amor é sempre paciente e generoso, nunca é invejoso... o amor nunca é prepotente nem orgulhoso... Amar é ver defeitos, mas relevá-los, pois o amor se alegra com o perdão e suporta todas as coisas. O amor persevera nas piores circunstâncias. O amor tem em primeiro lugar as qualidades do sentimento maravilhoso que é a amizade. Amar é ceder. É comunicar, não querer vencer discussão para ver quem fala mais alto. É saber ouvir e respeitar pontos de vista diferentes. Não necessariamente ter que mudar os nossos. O amor nos faz querer ser pessoas melhores. Quando há amor, as coisas não são resolvidas com um beijo, mas sim com compreensão e respeito. O amor supera a parte estética da pessoa. Ela nota sim a aparência, mas dá importância primária ao interior. 

O amor verdadeiro tem dificuldades, nem tudo é um mar de rosas. Mas todas as dificuldades são superadas, pois há paciência, não há orgulho, há alegria de se estar junto, mesmo em momentos ruins, mesmo na distância.
Pode ser que existam coias piores ou melhores que o amor. Mas não há nada parecido.



Querer a dois… que se esboça em laços, de braços rodados em volta da lua...Tu meu, eu tua.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Viciados em amor


Uma garrafa de vinho e um montão de chocolate! Essa dupla geralmente entra em cena para nos consolar quando estamos meio pra baixo ou de coração partido.
Um estudo recente descobriu que as razões de recorrermos ao vinho e ao chocolate como “ombro amigo” podem ser um pouco mais complicadas. Eles podem estar servindo como substitutos para nossa dependência de amor.
Ou seja, uma menina magoada tem uma maior tendência a recorrer ao vinho e ao chocolate, porque os seu corpo está tentando compensar o vício pelo amor.

Para comprovar que nós somos viciadas em amor ( homens também...) os pesquisadores da Yeshiva University em Nova York utilizaram a Ressonância Magnética para examinar o cérebro de pessoas adultas. que recentemente passaram por problemas no relacionamento afetivo.
Resultado: a parte do cérebro que é ativada quando estamos lidando com sentimentos de perda é a mesma área dos vícios e vontades.

O estudo também mostrou que os nossos instintos mais primitivos, relacionados com sobrevivência e motivação, são ativados quando pensamos no relacionamento perdido. Ligando áreas específicas do cérebro às rejeições e problemas amorosos, a pesquisa conseguiu analisar o sentimento de angústia causado por problemas amorosos e, em alguns casos, comportamentos extremos, como perseguição, assassinato e suicídio.

A Drª Lucy Brown, responsável pela pesquisa, diz: “O amor romântico, em circunstâncias felizes e infelizes, é um vício natural. Nossos resultados sugerem que a dor de uma rejeição amorosa é uma parte necessária da vida, construída na nossa anatomia e fisiologia, e a recuperação natural dessa situação também está na nossa fisiologia.”

Claro que vinho e chocolate não são as únicas formas de remendar um coração partido. Quais são as suas técnicas (testadas e comprovadas) para superar uma dor de amor?

Fonte:Dailymail

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sábado, 10 de julho de 2010

A beleza das gordinhas!

Sempre observamos editoriais de mulheres lindas e magras, aquela beleza padrão que tanto nos persegue! Mas um grupo de 5 modelos tamanho GG brasileiras estão mudando um pouco essa idéia de que é necessário ser magra pra ser bonita! Elas se reuniram em um editorial que visa valorizar a beleza da mulher!


O projeto chamado de "Top Five" reúne as 5 modelos (plus size) mais requisitadas do Brasil para um projeto bem diferente e sensual. O ensaio reúne as modelos Andrea Boschim, Bianca Raya, Celina Lulai, Mayara Russi e Simone Fiúza em fotos ousadas e muito bonitas! Contrariando a ditadura da magreza, essas modelos arrasam nas fotos e nas poses!! (Yupeee!!)


A idealizadora do projeto, a modelo Simone Fiúza afirma: "Temos a missão de levar uma imagem de aceitação, mulheres que fogem dos padrões impostos pela sociedade e pela mídia, a imagem de autoaceitação. Podemos ser lindas e sensuais acima do peso. E o mais importante é termos saúde!"


E o projeto não para por aí, nos dias 23 e 24 de julho, em São Paulo, irá ocorrer a Fashion Weekend Plus Size (FWPS), o primeiro evento de moda para mulheres tamanho GG!

A-D-O-R-E-I

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Herdeiros descobrem letra inédita do poetinha

A canção chama "Silêncio" e Edu Lobo está musicando. Ele ainda não mostra a música porque falta o arranjo. Conheça alguns versos em primeira mão.



O poeta quando parte deixa saudades nos amigos, mas seus versos se repetem nas canções, nos livros, às vezes em frases que nunca se esquecem. Quando partiu, há 30 anos, Vinicius de Moraes deixou versos bem conhecidos.

Mas, sem querer, nos deixou uma surpresa, descoberta há pouco tempo. Chama “Silêncio”.

Jornalista, diplomata e poeta. Correu o mundo, mas gostava mesmo era das rodas de conversas com os amigos.. Vinícius tinha por eles grande carinho, gostava sempre de presenteá-los.

Um encantado pelo belo da vida, um encantador. Sedutor extremo viveu muitos romances. Todos dignos de grandes poemas, grandes canções.

Casou-se nove vezes. Com todas elas, viveu um amor eterno, repleto de palavras e paixões explícitas. Com Lúcia Proença ficou casado quatro anos. Há pouco tempo o inesperado: as filhas dos outros casamentos de Vinicius receberam do herdeiro de Lúcia um manuscrito. Chama-se “Silêncio”.

"é o amor que te fala
É o amor que se cala
E que despetala
A flor do silêncio".

Há 47 anos aconteceu um encontro em uma festa, o primeiro, entre Vinicius de Morais e Edu Lobo. Na mesma noite surgiu a primeira parceria entre os dois. A canção é "Só me fez bem". Agora surge uma nova música. E a letra, quem sabe, pode ser a última feita por Vinicius.

“Receber essa letra foi uma alegria. Na verdade, ele tinha deixado a música para Baden [Powell] musicar. Não sei o que aconteceu, a música se perdeu. Fiquei contente de ter mandado para mim”, fala Edu Lobo.

Mostrar a nova música? Edu lobo é perfeccionista. Ainda teremos que esperar um pouquinho para conhecer. Falta o arranjo.

“Acho que deve ser a última. Não pode mais aparecer alguma letra. Mas nunca se sabe”, diz uma filha de Vinicius.

Há 30 anos, Vinícius deixou a vida com apenas 67 anos. Tempo de amor infinito, uma saudade que não para de durar.


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