Sem amor, eu nada seria!

15/07/2009

Parece que foi uma bobagem diante de tudo de horrível que a gente vê acontecer pelo mundo afora, mas depois do que houve comigo ontem no ônibus, eu fiquei pensando sobre algumas coisas…

De um instante para o outro tudo pode mudar definitivamente e o chão foge dos nossos pés.Vocês já pensaram “realmente” sobre isto? Claro que todos os dias eu assisto pela televisão noticiários  falando em tragédias, mas nunca havia parado para refletir seriamente sobre a iminência da morte. Sabe aquela frase que todo mundo diz, “para morrer basta estar vivo”? Pois é. De repente eu me dou conta que não quero morrer nunca, mas que isto não é escolha minha…

Afinal, quem aí está preparado para morrer? Quem de vocês está preparado para a morte de um ente querido ou de um grande amor, neste EXATO momento?

Algumas religiões como o Espiritismo tem uma visão muito consoladora e bonita sobre a morte. Para os espíritas, a morte é só uma passagem para outra vida de contínuo aprendizado. Eu gosto desta filosofia, mas confesso que queria acreditar e aceitar com meu coração, com minha alma. Por que é tão difícil?

Pois então…

Nada pode ser tão efêmero quanto à fragilidade da vida. Pode até ser cliché o que eu vou dizer, mas é a mais pura verdade: sem amor, não somos ninguém, não somos nada! Não falo exclusivamente de um amor romântico, falo de qualquer tipo de amor, principalmente do  fraterno.

 

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

[parte da letra de Monte Castelo, de Renato Russo]

 

E eu sigo questionando tudo, tentando entender os mistérios da nossa existência na terra. Mesmo que eu nunca compreenda, acho que vale a reflexão, não?

13 comentários:

  1. Cheguei ao seu blog através do Blog do Olavo... e a sua postagem me chamou muito a atenção.
    Acho um tema importante não somos preparados para a morte...ao nascermos essa é a única certeza que temos e no entanto quando é chegado o momento sofremos tanto. Como espirita acho que a doutrina é a que mais nos prepara...e não apenas nesse aspecto mas em muitos outros!

    Que o Amor seja nosso maior incentivo...assim tudo será melhor em nosso coração!

    Um abraço carinhoso

    ResponderExcluir
  2. Pra morrer, eu estou preparado sim. Tenho até um post final, agendado pro mês seguinte, que eu fico reagendando de tempos em tempos.

    ResponderExcluir
  3. Minha cara Du,acho sinceramente que ninguém,ninguém mesmo,está preparado para essa cois tão definitiva e tão misteriosa que é a morte.Fico admirado às vezes de ver pessoas dizendo-ah,não tenho medo da morte.ok.Eu vou fingir que acredito.E você tem muita razão em dizer,como na canção do Legião Urbana,que sem amor ,seria mais difícil ainda de encarar tudo isso.

    ResponderExcluir
  4. Vale a pena a reflexão sim, Duzinha. Vale a pena a música de Renato. Vale a pena qualquer forma de amor. Vale a pena estar vivo!

    E vamos pensando, cantando e amando. E vamos vivendo, Duzinha!

    Quanta sensibilidade no post de hoje!

    Um beijo gigante!

    ResponderExcluir
  5. Du,
    Bom dia,
    Um dos motivos de existirem muitas religiões é justamente o medo da morte.
    Como disse a pessoa do blog Simplesmente Amor: "A doutrina espirita é a que mais prepara". Ok, eu digo o seguinte, cada um escolhe a religião que mais prepara para a morte.pq uns dizem que quando morre acaba tudo, outros que quando morremos vamos para o céu e outras que voltamos encarnados e etc. Então cada um procura a melhor resposta. Mas na verdade nada sabemos.E quando descobrirmos a verdade já estaremos do outro lado.Ou não.O que perdemos? O que ganhamos? Nada ou tudo. O importante é como passamos por esta vida. Esta viagem sim é a mais importante.
    E sem amor nada disso vale a pena.

    Beijão do amigão!

    obs. A música do Renato Russo, é baseada em I corinthios 13, do apostolo São Paulo.

    ResponderExcluir
  6. amor, respeito, gentileza. Tudo isso vai e volta e é o que deixamos quando nos vamos. Porque o que se leva da vida, é a vida que se leva.

    Mas... não queria morrer nunca também. ;D

    ResponderExcluir
  7. Sempre tenho em minha mente e em coração::..
    - Deus nos criou única e exclusivamente para o amor e só para o amor, pois Ele é Amor!.
    Quando os homens descobrirem isso tudo será diferente e o reino dos céus será definitivo.
    Te amo filha tenha uma boa e cheia de luz e paz noite!

    ResponderExcluir
  8. Du, eu não sou espirita e nem entro em mérito quando o tema é religião, mas para mim a morte é apenas mais um passo, o seguinte, que nos leva rumo a uma possível continuidade...
    Boa noite pra você menina

    ResponderExcluir
  9. Por ter o espiritismo como filosofia de vida, procuro ver a morte como o fim de nossa passagem pela terra.
    Claro que é meio complicado e até doloroso aceitarmos a morte de pessoas mto íntimas a gente, porém temos que nos conformar e transformar qq dor em uma saudade boa!
    Achei mto interessante seu post, parabéns!
    Bela reflexão

    ResponderExcluir
  10. Temos que aceitar certas coisas da vida, pois somos seres humanos...
    Entendo qdo vc diz que é difícil, até pq como todos, já passei por situação de perdas, mas procurei sempre me confortar nas boas lembranças.
    mto bom seu post
    bjão

    ResponderExcluir
  11. Oi,Du!

    E como vale a reflexão, Menina, como vale!
    Mas como Você, sei que morrer é inevitável.
    Só não tenho pressa e torço para que o Invisível também não tenha.

    Beijos mil!!!

    ResponderExcluir
  12. Sem brincadeira!! A morte anda a me perseguir! pois ó, é o 4º blogue que leio (seguido) falando sobre morte/valorizar a vida. Quer os links?

    http://www.genizahvirtual.com/2009/07/de-homem-pra-homem.html

    http://conscienciaevida.blogspot.com/2009/07/violencia-ignorada.html

    http://marco-brasil.blogspot.com/2009/07/pelas-costas.html

    Du, todo ser humano tem seu lado espiritual, desenvolvido ou não e a maneira que escolhe para viver, é a que define também o seu modo de encarar a morte. A morte é algo natural, mas se temos filhos, por exemplo, ou pessoas a quem não queremos deixar sem amparo, ela se torna sofrida. Não é querer ser mórbida, mas temos que procurar ter uma morte confortável, investindo nisto: despreocupações financeiras é uma delas. E no final do dia saber que pode fechar os olhos e não abri-los amanhã, vale reflexão toda noite!! Beijus

    ResponderExcluir
  13. Estes seus dois textos sobre o acontecimento do ônibus me inspiraram um texto sobre os milagres da vida, mas só vou "soltá-lo" daqui uns meses rs.

    ResponderExcluir

^ Suba