sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ela e o Espelho
Ouvindo o barulho das folhas secas ao vento
dispersou o pensamento
e quase conseguiu esquecer
aquela louca, desenfreada corrida contra o tempo.
Foi por pouco,
o espelho continuava ali
e ela não podia acreditar, não tinha se dado conta
que o reflexo era ela mesma,
que tinha jogado fora seu amor pela vida...
Deu um grito de raiva,
atirou o copo longe
espatifando na parede
(apenas um cristal quebrado)
"não precisava mais dele,
não precisava mais esquecer"
Afastou os cabelos
pra poder ver seu rosto
e o que tinha feito consigo mesma
já era uma estranha, sem cor
sem luz no olhar
sem o riso mesmo que forçado,
e começou a chorar,
mas nem o choro era o mesmo,
foram as lágrimas mais sentidas
que deixara cair,
as mais verdadeiras, as mais sinceras;
Chorou muito, muito mesmo
até se sentir como uma árvore
completamente desfolhada e sem raíz
e sentia uma imensa dor
do tamanho do desespero e do cansaço...
então ela adormeceu
ali mesmo onde estava
e onde se colocara há muito tempo:
no chão.
Sem perspectivas, sem ilusões, sem sonhos.
Mas enquanto dormia ela sonhou
e no sono tudo se transformava.
dispersou o pensamento
e quase conseguiu esquecer
aquela louca, desenfreada corrida contra o tempo.
Foi por pouco,
o espelho continuava ali
e ela não podia acreditar, não tinha se dado conta
que o reflexo era ela mesma,
que tinha jogado fora seu amor pela vida...
Deu um grito de raiva,
atirou o copo longe
espatifando na parede
(apenas um cristal quebrado)
"não precisava mais dele,
não precisava mais esquecer"
Afastou os cabelos
pra poder ver seu rosto
e o que tinha feito consigo mesma
já era uma estranha, sem cor
sem luz no olhar
sem o riso mesmo que forçado,
e começou a chorar,
mas nem o choro era o mesmo,
foram as lágrimas mais sentidas
que deixara cair,
as mais verdadeiras, as mais sinceras;
Chorou muito, muito mesmo
até se sentir como uma árvore
completamente desfolhada e sem raíz
e sentia uma imensa dor
do tamanho do desespero e do cansaço...
então ela adormeceu
ali mesmo onde estava
e onde se colocara há muito tempo:
no chão.
Sem perspectivas, sem ilusões, sem sonhos.
Mas enquanto dormia ela sonhou
e no sono tudo se transformava.
Acordou depois de muito tempo,
precisando sentir novamente o gosto de mel na boca
e acreditou...
Deixou que o sol entrasse pela janela e aquecesse seu coração,
e tomou uma decisão:
" Vou cobrir esse espelho
não deixarei que ele zombe de mim
não quero mais me ver assim.
Quando olhar pra ele de novo
Já não estarei no chão, vou sair dessa, vou reagir.
Vou correr com o vento
nessa louca, desenfreada
corrida contra o tempo".
precisando sentir novamente o gosto de mel na boca
e acreditou...
Deixou que o sol entrasse pela janela e aquecesse seu coração,
e tomou uma decisão:
" Vou cobrir esse espelho
não deixarei que ele zombe de mim
não quero mais me ver assim.
Quando olhar pra ele de novo
Já não estarei no chão, vou sair dessa, vou reagir.
Vou correr com o vento
nessa louca, desenfreada
corrida contra o tempo".
Este poema "saiu" porque fiquei pensando na relação que temos com o espelho - porque ele pode nos mostrar muito mais que um simples reflexo - e no quanto temos a capacidade de nos transformar se prestarmos mais atenção em nós mesmos.









6 comentários:
Quem te contou parte da minha história??
4 de dezembro de 2009 11:15Lindo!
bjs :*
Du, adorei sua reflexão poética!!
4 de dezembro de 2009 14:19Realmente por muitas vezes me vejo assim desta mesma maneira...sem orças pra reagir ddiante da verdade que o espelho sempre nso mostra...principalmente aquelas que só nós conseguimos enxergar tão claramente!
abraçãooo
Já me senti assim tantas vezes...
4 de dezembro de 2009 14:30Uma corrida que parece que não acompanhamos! Um beijo*
Ultimamente não ando muito com vontade de me olhar no espelho...rsrsrs...
4 de dezembro de 2009 17:18Mas tudo bem envelhecer faz parte dos caminhos de nossas vidas e quero envelhecer com prazer.
Filha por aqui tá tudo ótimo. Achuva infelizmente pega de jeito os mais fracos e oprimidos. Tem coisas que eu não consigo entender!!!
Hoje está até meio que frio por aqui a temperatura baixou bastante, mas ontem só poderia cair o tempestade que caiu, o calor estava de matar.
Saudades de ti também filha, espero que estejas bem, trabalhando e vivendo a vida mais feliz.
Estou às voltas com as coisas do fim de ano e mais o casamento do Hugo, então já viu, queria que o dia tivesse mais algumas horinhas.
Beijos no coração com saudades...muitaaaaa saudades!
Mãezinha!
Muito bom! *
4 de dezembro de 2009 17:33Duzinha, eu nem tenho coragem de me olhar no espelho. Me dá uma raiva! :o)
4 de dezembro de 2009 18:24Postar um comentário
"Não tente entender o coração das pessoas, não tente entender atitudes ou palavras que não condizem com a sua realidade. Seja feliz com suas convicções e com a sua fé".(Du)
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