segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

É sempre amor, mesmo que mude


Um dia quando acordou, ela percebeu quase num susto que o amor não era mais o mesmo. Foi um misto de alívio e surpresa o que sentiu. Talvez o sofrimento daqueles dias tenha feito com que seu sentimento mudasse. Gostava dele, queria tê-lo por perto, compartilhar momentos, ter a certeza de que ele estava bem. Mas não sonhava mais com um futuro ao lado dele, não queria mais seu corpo com a sofreguidão de sempre, não pensava nele a todo instante, não sentia mais ciúmes... Já conseguia respirar o ar que faltava quando ele estava ausente. Queria cuidar melhor de si mesma, sentiu necessidade de solidão.
E naquele momento ela se dava conta que durante muito tempo esqueceu de si mesma pelo amor desvairado que nutria. A cada mentira dele e a cada decepção, seu coração perdia um pedacinho sagrado desse amor, até que só restou o perdão e... um imenso carinho. Sim. 
Amor quando é de verdade nunca morre, ele se transforma em algo mais sólido e mais fácil de controlar e ela estava descobrindo isso só agora. Um sentimento novo e que não causava dor. 
Mas eles tinham uma ligação que jamais seria desfeita, ela sentia... eles sabiam...

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Mesmo que mude - Bidê ou Balde
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Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou...

13 comentários:

Valdeir Almeida disse...

Du,

Antes de mais nada, quero informar-lhe que voltei ao blog e à blogosfera.

Gostei do seu texto. "Amor quando é de verdade nunca morre, ele se transforma em algo mais sólido e mais fácil de controlar". Quando isso não acontece, não é amor, mas se uma empolgação ou, quiçá, paixão.

O amor, 'enquanto é eterno', está passível de entendimento entre os amantes, através do diálogo.

Beijos, Du, e uma ótima semana pra você.

Espero você lá no meu blog, ok?

22 de fevereiro de 2010 07:07
Mylla Galvão disse...

Dú,

Eu concordo com cada palavra q vc disse no texto acima!
Mas acho q não suportaria ser amiga da pessoa q eu amo ou amei...
Talvez ainda precise superar isso, mas isso vem com o tempo né?

Saudades!!!

Boa Semana!!!

bjão

22 de fevereiro de 2010 12:06
Andrey Brugger disse...

Mas eles tinham uma ligação que jamais seria desfeita, ela sentia... eles sabiam...


É sempre amooooooor!!!
Adorei o texto. Adoro a música!

22 de fevereiro de 2010 13:08
Lelli Ramz disse...

O ideal é aprender a amar livre... amando.. sem os medos e ciumes...sem os desejos q td seja preso..

mas amando de perto ou longe.. amando livre... ligand ou não... apenas amando


com ar, sem trauma

bjinhus Lelli

adorei.. estou at seguindo..
precisava ler isso hj!

22 de fevereiro de 2010 13:14
Denison Mendes disse...

querida, belo texto...
nós e nossas eternas procuras de encontros incertos e de perguntas dúbias para respostas vagas...

amar é uma ligação que dá sempre o sinal de ocupado... tu, tu, tu...

beijo,
denison

22 de fevereiro de 2010 15:45
Priscila Lima disse...

bela postagem!
abraço.

22 de fevereiro de 2010 16:25
Caroline - Poppy disse...

Oi, concordo com você. Que o amor nunca morre e sim se transforma.
Isso ja aconteceu comigo, namoro a quase cinco anos e a dois anos atras resolvi terminar o relacionamento [ja havia guardado muitas magoas e não queria mais] mas gostava muuito dele ainda e sentia sua falta. No fundo, nos meses que ficamos separados eu senta uma ternura por ele, amizade... sei la.
Depois de um tempo, resolvemos nos dar mais uma chance, de se perdoar... e [grande sorte a minha] ele fez se transformar de novo o amor que tinha virado amizade em amor de novo...

22 de fevereiro de 2010 16:49
"re" disse...

A verdade é que não existem regras no amor, por mais que tentemos escreve-las, para cada um acontece de um jeito, dividindo opiniões, fica dificil discutir isso tudo.
No entanto, o tempo que tu passaste junto com esta pessoa, as coisas que aprendeste e construiste, estes momentos são insubstituiveis. Assim, a lembrança que esta representa na sua vida torna-se unica também, sem significar no entanto, que jamais amarás outra.

Besos

p.s. linda tuas mudanças, gostei.

22 de fevereiro de 2010 17:08
isabel maria disse...

Olá, Du

O seu texto é encantador e sensível. Revela a vivência de um amor de sonho mas que permanecerá para sempre no seu coração. A escrita ajuda a interiorizar os sentimentos e a exteriorizar as sensações.
Parabéns e beijinhos,
Isabel Jesus

22 de fevereiro de 2010 17:24
Manuel Pintor disse...

Há um momento em que a sofreguidão dá lugar à serenidade,
a dor da ausência se preenche com o lado luminoso da saudade,
o coração se dá conta que está maior, de tão cheio,
e de tal riqueza absorvida faz eterno chão para seguir mais seguro.
Amor verdadeiro nunca morre e sempre muda, ganha novas formas,
porque é a esse tempo continuamente feito de mudança
que o amor presta o seu maior tributo.

Há um momento... em que tudo muda.
E o amor persiste!

22 de fevereiro de 2010 22:09
Maria disse...

Gostei do texto, muito mesmo!
Casada há 31 anos sinto que é assim. Este texto traduz um casamento longo, que em gráfico era muito irregular, mas sempre acima do zero.
Tudo o que escreve me encanta....
Abraço
maria

23 de fevereiro de 2010 06:44
Natália disse...

AMEI esse post, Duzinha. Agora, lendo essas tuas palavras consigo entender as mudanças que se passaram contigo, consigo entender melhor o que aconteceu. E também consigo te entender, eu sei que lugação é essa; é uma espécie de cordinha invisível que quando a gente esquece que ela existe, alguém vai lá e puxa.

É, Du, acho que tu tem razão. Amor que é amor não acaba, vira outra coisa. Uma linda amizade, quem sabe...

beijinho =*

9 de março de 2010 10:25
NDORETTO disse...

Oi, Du!

Conheci seu blog através da A.Moni("Relevâncias....")Estou lendo e curtindo seus artigos e fragmentos de outros. Bravos!

Neusa Doretto
http://poesiarapida.blogspot.com
http://poemacurta-metragem.blogspot.com

27 de julho de 2010 14:40