Reações emocionais negativas servem de gatilho para o câncer

09/04/2010


Muito se especula sobre a influência do estado emocional no surgimento de tumores. É claro que ninguém aqui vai afirmar que qualquer tristeza ou raiva vai detonar um tumor. Mas sabemos que o estado emocional afeta profundamente o ser humano, em todos os sentidos, inclusive na possibilidade de desenvolvimento de doenças, sejam elas graves ou não , diz a psicóloga e psico- oncologista Maria Belmira Paes de Almeida Garcia, de São José do Rio Preto, no interior paulista. 

Isso porque as reações emocionais disparam a produção de uma série de substâncias que podem abalar a eficácia do sistema imune.

Recentemente, uma área da Medicina, a psiconeuroimunologia ganhou força ao demonstrar a interação entre os estados emocionais e a reação física disparada por eles que pode acabar levando a alterações orgânicas.

Todo sentimento e emoção sentidos precisam ser respeitados e compreendidos para não prejudicarem o corpo , diz Maria Belmira. É isso que levaria uma situação estressante a se transformar em um aviso do corpo, como uma dor de estômago. Sem dar a devida atenção, isso poderia virar algo mais sério como uma úlcera. E, se mesmo assim, as angústias não são "digeridas", entendidas, aceitas, o corpo grita, podendo surgir então o câncer , acredita a psicóloga. 

É certo que o estado emocional também interfere diretamente no tratamento e na perspectiva futura. Se a pessoa não aceita seu diagnóstico, automaticamente vai rejeitar o tratamento, levando obviamente a um grande risco de fracasso. Ao contrário, se aceita e se compromete, ele pode mudar o resultado. 
A reação é extremamente individual, e varia em função da história de vida, do que já ouviu falar sobre a doença, sobre como encarou a doença de alguém próximo... 

Uma coisa é certa: é necessário encarar o problema de frente, sem se esconder dele, nem tentar disfarçá-lo. Muitas vezes o otimista demais pode achar que a realidade é fácil, e nem sempre é , frisa Maria Belmira. 
Claro, o câncer coloca a pessoa em uma situação limite. E carrega um estigma de morte e de sofrimento. Hoje sabemos que não é assim, que a cada dia surgem novos, modernos e menos dolorosos tratamentos, que favorecem uma maior sobrevida e muitas vezes a cura , lembra ela. 

A partir da experiência da vivência do diagnóstico do câncer, a pessoa pode começar a valorizar sua vida como nunca havia feito antes, passando a repensá-la, e vivê-la como se cada minuto fosse o único sem significar que seja o último.



3 comentários:

  1. Maravilhoso o seu post, Du!
    Devemos aceitar a nossa condição e não se esconder, porque uma coisa é certa, se a nossa alma não vai bem, o corpo sofrerá as consequências!!

    BEijos queridona!!
    Bom FDS

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  2. Duzinhaaa,
    Esse Post é sensacional.Conheço pessoas que, guardam mágoas e ressentimentos. Gostaria de postá-lo lá no Compartilhando. Se vc me permitir me dê um retorno.Coloco os créditos para vc e seu maravilhoso Blog.

    Beijos

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  3. Excelente post Du. Realmente nao temos dado importância à nossa vida emocional, e a essa relaçao que existe entre ela e as enfermidades. Gostei do post, é uma ótima introduçao a uma viagem de descobertas sobre esse tema, que apesar de 'científicamente' recente, já é bastante tratado de modo intuitivo na religiao.

    Um bj!

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