Amor virtual: a dura volta à realidade

14/08/2010


Amor virtual? Sexo virtual? Nada mais fácil na internet. Uma masturbação em dupla com direito a fotos, vídeos, webcam e depois? Basta desligar o PC e pronto. Ninguém está na sua vida.Você não traiu a sua mulher ou o seu marido, afinal de contas, foi "virtual". E por então os seres estarem de lados opostos de um computador ou a quilômetros de distância não são reais?

Os segredos que vocês compartilham não são reais? A amizade estabelecida, o carinho um pelo outro, nada disso é real? Quando dizem "eu te amo" de forma tão bonita, carinhosa e especial não é real? Sinto muito dizer-lhes isso, meus amigos, mas não. Não é real. Você ama uma ilusão de alguém que se passa por outra pessoa. Outra personalidade, outro humor, outro ser humano. Uma construção. Alguém que só existe em dois momentos: quando está com você on line e quando está na sua cabeça dentro do espaço sagrado que você criou pra sua ilusão, o qual pode ser grande ou pequeno, depende de você, do quanto se sentirá envolvido(a).

Você cria a ilusão de que aquela pessoa é ótima, tem bom caráter e que, por um lance do destino ou uma questão divina ela apareceu na sua vida. Isso, se você tem bases de caráter feitas e não está na internet procurando o mesmo que aquela pessoa está procurando: farra, diversão, sexo por sexo .Por que se você está procurando isso, serão duas pessoas a saírem de um relacionamento da mesma forma que entraram: de repente, a partir de um clique. Fácil e simples. Mesmo?

Porque isso só dura enquanto a vida on line estiver prazerosa, ou enquanto a pessoa não enjoar daquilo, com você, que fique bem claro. Porque a pessoa que tem contínuos relacionamentos on line se acostuma a eles. Não tem apenas um e, infelizmente, acredite em mim, diz para você o mesmo que diz ou disse para as outras. Acostuma-se a entrar e sair deles com a mesma facilidade de trocar de roupa. As desculpas e mentiras já estão forjadas na mente da pessoa. E são tantas e tão bem ditas e justificadas que é difícil não cair nelas.

Agora se você ainda é daqueles (as) que acreditam no amor, não é nada fácil. É difícil desconstruir a ilusão. É difícil tirar a venda e ver que você só foi mais um dos muitos casos e observar imponente os flertes do ser amado com outra(s) pessoa(s). Dói. Porque todo engano dói. Do mais simples ao menor engano, ele dói. Dói ter acreditado. Dói ter valorizado algo que não existiu. Dói a derrota. Dói você se sentir um fracasso. Relutamos a acreditar. Dói ter subestimado sua inteligência que te alertava logo nas primeiras mentiras descobertas. Dói, dói e dói. 

Dói o não importar-se do presente, já que agora você não mais existe e a diversão é outra para a pessoa. Dói perder um(a) amigo(a) mesmo que ele tenha existido só na sua mente. Dói perder uma amizade inexistente mas que existia na sua vida. Amigos que se falavam todo o dia manhã, tarde, noite. Dói ver a pessoa que usou de argumentos como doença, como precisar navegar menos ficar noites e madrugada on line. Dói ver as mentiras serem descobertas por você. Dói emails que não se respondem mais e desculpas de não terem sido vistos serem jogadas abaixo por conta de palavras da mesma pessoa para outra dizendo que acabou de ver o email dela ou falar sobre coisas de msn. Dói pensar que você falou tantas coisas de sua vida, compartilhou tantos sonhos, desejos e projetos a quem não existia. Dói ainda mais ainda saber que ele nunca sentirá a dor que você está sentindo porque ele é diferente. A sinergia era fictícia.

Texto escrito pela @joangel1 - Continue lendo clicando aqui

Um comentário:

  1. Lembro que tu me falou desse texto, que tinha lido, gostado e ia postar.
    Eu li o resto no blog original, e meu Deus, é exatamente como tu disse: coragem dela pra dar a cara a tapa e contar o que passou, e é exatamente o sentimento que quem passa por isso tem.

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