Fragmentos de Cristiano Siqueira - @cris_siqueira

20/09/2010


amor passado

passou...
como brisa sem alento
um vento sem destino

sem menção de voltar
antes de seguir
decidido.

em seu peito de horizonte
nas suspensas costas do ar,
passou...

seu caminho sem caminho
seu caminho: seu andar

ah! meu amor...
não se aparte de mim!
pois que tua passagem
não nos diz que acabou...

amor e samambaia

era só nosso amor adoecer,
murchava
o pé direito da sacada.

agora não me resta mais nada,
nem lhe pedir pra que volte
e tua ausência não seja a morte
da nossa triste samambaia...


Amor e dimensão

Passado tanto
Tempo do início
Percebi não ser
Infinito
Nosso amor

Melhor assim:
Tão grande
Quanto o fim
Do infinito menos um.

Amor à sobrevivência

Não que permanecer
Vivo, seja difícil.
Mas a morte não nos assegura
Do alívio...

Morrer também
Dá preguiça...

amor infindo

o amor infindo é uma questão
de ponto de vista;
visto que para o universo
não há diferença
entre um gesto,

e uma vida.

Amor infiel

Da vez primeira que te amei,
Meu amor foi parar
Noutro alguém!

Da vez segunda que te amei:
Amor, eu te imploro!
Não me deixe
Amar ninguém!

amor evitado

quando impetuosamente
tua língua entre os dentes
nesse jogo de charme
me seduz com alarde,

eu finjo que não vejo
e não quero e não posso
com a ventura de teu beijo
ser só,

meus únicos destroços...

Amor e engano

Era só impressão...
Você me amou
Tanto quanto
Não imaginei...

amor e destino

o amor
é lugar

onde se quer
chegar mesmo
não querendo

o amor é
sem saída
e permanece
por dentro

eterno
na brevidade da vida!

Frases no Twitter
Fosse você/ eu via a lua/ pousadinha/ no horizonte// subindo...// lentamente...// como que alçando/ os sonhos da gente.
(Amor inexato) Meu amor não é meu/ Mas em mim está contido/ E se pertence e se expande.../ Me contém com seus ritos.
Quer sumir./ Mas se sumisse,/ Seria mais triste.../ Levar adiante/ O amor que ficou,/ E não foi o bastante...
(Amor e insistência) Ontem quando disse:/ – O destino quer assim.../ Esqueceu de me dizer/ Que o destino é você.
Teu rosto nublou-se na lembrança./ Tudo por proteção/ Inconsciente:/ hora suportei saudade/ hora gestei tua ausência.
Pra que eu não seja o verbo mas sim um vento. – Aspirou a palavra!
(amor e memória) ...e me alivio...// não estou contigo,/ não corro perigo/ do medo que eu tinha:// esquecer-te algum dia...
(amor político) teu discurso é meu alívio./ quando não dizes te amo/ fico em estado de sítio
Se todo lugar é o centro do universo e sua fronteira está para além de qualquer espaço, eu sou quem me caminha. – Discorreu o vento.
Só existe aquilo que se acredita?
Entre mim e eu há outro entre e assim sucessivamente. Se me encontro logo fujo. Eu sou o que procuro
Estou sentado às margens do vazio – era o que sem falar dizia os olhos do abismo.
Soube que um poeta sobre o amor só poderia, escrever quando mais velho. Mas eu era criança; tinha o amor como princípio.
Se te causa espanto a palavra "amor"/ Muda a nomenclatura/ Vive do que não é amor/ como sendo.

Cristiano Siqueira nasceu em Goiânia - Goiás - Brasil. Bacharel em Administração e Direito pela PUC-GO, professor, compositor e letrista, realiza trabalhos em áreas artísticas distintas. Tem vários de seus poemas selecionados em concursos promovidos por editoras no Brasil. Em Portugal publicou seu livro "minha mão por sobre a minha". Atualmente está gravando o CD "Entre versos e canções", projeto aprovado pela Lei de Incentivo da Secretaria de Cultura de Goiânia.

Siga no Twitter: @cris_siqueira



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