19 de dez de 2010

Fique em paz...

"O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras."


Se disse que te perdôo, então creias, eu te perdôo. E esqueço, não o que fizeste, mas o sentimento de tristeza, o rancor, a mágoa... Isso tudo esvai-se por não ter mais razão de permanecer. 

Se és sincero e me diz "me perdoa", eu perdôo. Porque no momento que te liberto da sua falta, eu me liberto do peso que ela me acarreta. O que te traz sofrimento não me traz qualquer regozijo, o sofrimento só gera mais sofrimento, então é natural que eu queria te libertar do teu. Então creias, eu perdôo. 

Mesmo que faltes com a tua palavra e me decepciones, se ainda assim me pedes perdão com humildade e arrependimento, já não existe porque guardar rancor, eu te perdôo. E esqueça então dos momentos de tristeza, esqueça do que aconteceu, do que passou. O perdão não deixa cicatriz, pelo contrário; é como uma borracha que vem apagando as marcas daquilo que a vida nos fez tomar de sorte errada. Esquece! Lembrar não te fará bem. Se te perdôo, pois esquece. 

Não se diz a alguém "eu te perdôo" se não existe a intenção do perdão, porque seria crueldade e mentira. Então se digo que perdôo é porque não existe ferida aberta, não existe má lembrança e por mais que os atos possam ainda refletir na minha vida, não existe mais a mágoa. Fique em paz, que em paz eu também estou. 

Pode ser que nunca se esqueça a falta cometida; pode ser que sempre exista consequências; pode ser que a vida mude a partir de então e nada mais volte a ser o que era antes; pode ser... E ainda assim, se fores sincero, humilde e de coração aberto pedires o perdão, então eu te perdôo. E não julgo os teus motivos, e não julgo tuas atitudes, porque sei que no momento do arrependimento me amas como ainda não havia compreendido.

[Texto magistralmente escrito pela linda Lorena]
 

Eu acho que pessoas imaturas tem sérias dificuldades em perdoar alguém que, por alguma razão, magoou-as. Na verdade, o ato de perdoar envolve uma série de exigências, como a aceitação das diferenças e das limitações humanas, a gratidão pelo objeto amoroso e o reconhecimento de que, de alguma forma, ainda que minimamente, contribuimos para que o outro agisse da maneira que agiu.
O verdadeiro perdão, aquele que marca pra sempre a vida do que perdoa e do que é perdoado, é típico dos indivíduos bondosos e capazes de se colocar no lugar do outro.
Mas será que pedir perdão é mais fácil? 
Não será esta a condição indispensável para obter o perdão? 
De fato, não faz sentido falar em perdão quando não existe o outro que demonstra claramente o desejo de ser perdoado. Portanto, a grandeza do gesto de quem perdoa é proporcional à grandeza do gesto de quem pede perdão. Essa proporcionalidade é que indica a existência do amor entre as duas pessoas envolvidas. 
É o que penso. É o que sinto. É o que busco.

[Texto republicado em conjunto com o da Lorena, por um motivo muito especial pra mim. É como uma carta novamente remetida, como se tivesse ido para um endereço errado... e, óbvio, nada tem a ver com as duas e sim, com minha paz interior. Ou com a sua... Quem sabe?] 
Ou será o perdão, uma mera utopia?

3 comentários:

  1. Sem sombra de dúvidas, uma das mais belas compilações sobre o perdão que já li!!!

    Lindas palavras de Lorena e Du... adentraram meu coração e não saem mais!

    Perdoar é, de fato, uma arte!

    Beijos, queridas!

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  2. Du,
    O perdão é o que existe de mais bonito no mundo. Falo do perdão sincero... Aquele que realmente perdoa e não fica lembrando do passado.
    Lindo o texto da Lorena e as tuas colocações foram incríveis!
    Beijos as duas!!

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  3. O meu bebê realmente é um ser humano ímpar. Não por ser linda, por escrever divinamente bem; mas porque pratica em sua vida a mais responsável e difícil lição de Deus 'ter compaixão ao próximo'. Pq, qdo Deus disse para amar o outro, Ele sabia que não é tão fácil assim fazê-lo, sem anularmo-nos. Por isso, que tenhamos compaixão de nós mesmos, que engolimos as falsidades alheias e as corroemos como se fosse um luto devido. E não há luto mais doído e longo que aquele da mágoa que não retrai em si mesma.

    O pior é que, geralmente, a mágoa chega a doer mais em quem deve/pode perdoar, do que a quem deve/pode ser perdoado.

    E, já que, de fato, há de se considerar o perdão um ato de amor entre duas pessoas, que se perdoe a si mesmo urgentemente. É um ato de amor para si. E que assim seja!

    Beijos!

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