7 de abr de 2011

#culpazero ~ Blogagem Coletiva ~

Ontem fazendo um tour pelos meus blogs favoritos, parei numa postagem do Luz de Luma sobre uma blogagam coletiva, que seria (é) hoje! Como estou muito tempo distante dos meus amigos blogueiros, resolvi corrigir isto me dedicando mais ao blog, (re)começando por esta blogagem que achei muito interessante! Tomei a liberdade de usar a hashtag  #culpazero que a Luma usou na postagem dela.
 
Imagem daqui

Então vamos lá...

Culpas? Já tive muitas, até alguns meses atrás. Aconteceram muitas coisas e tantas mudanças internas que me fizeram refletir sobre minhas atitudes e a minha vida como um todo. (Por enquanto) não restam mais culpas e sim, conclusões. Eu cresci com a dor. Afinal, não é este o sentido da vida, aprender sempre?


Culpas mais importantes excluidas do meu coração:

Meu filho: Quando ele tinha 6 meses de idade eu ainda estava terminando o 2º grau a noite e  trabalhava durante o dia. Sentia imensa culpa por deixá-lo sozinho com os avós, mas não havia outro jeito... Até que um dia, naquela mesma época, ouvi de uma professora que não importava a "quantidade" de tempo que tínhamos com as pessoas que amamos e sim, a "qualidade" deste tempo. À partir daquele dia senti um certo alívio, porque já fazia e continuo fazendo tudo por ele. Ele foi crescendo e se tornou meu melhor amigo, ensinei o que eu sabia, como nunca jogar lixo no chão e ser educado com todas as pessoas independente da condição social delas, entre outras coisas importantes. Compramos e lemos livros juntos, comemos pipoca salgada com jujuba no cinema,  ele me contou quando transou pela primeira vez aos 14 anos no dia das mães e por isto eu quase engasguei com a comida na boca! Hoje ele é um tanto "aborrecente", usa o livre arbítrio que tem para fazer o que quiser, pois o que meu filho tem de melhor é a personalidade dele. Mesmo que algumas coisas que ele faça hoje eu considere como erradas, não criei ele para mim, criei para o mundo. E fiz o melhor que pude, sempre! Então… #culpazero!

Meu pai:  Ele considera as pessoas pelo que elas tem (dinheiro) e não pelo que elas são. Ele sempre me encheu de culpa por não ser a filha que ele pediu a Deus. Eu sou um zero à esquerda pra juntar grana. Nunca consegui, mas como diria Pablo Neruda, (num dos melhores livros que já li) eu “confesso que vivi”! Viajei, conheci amigos lindos, comprei (quase) tudo o que tive vontade, mas nunca fui uma consumista compulsiva. Pra vocês terem uma ideia, faz mais de 1 ano que não compro nem roupas nem sapatos! Ele tem as razões dele pra me considerar uma inconsequente (e são fortes) mas eu o compreendo perfeitamente afinal, ele foi um homem que passou fome quando era criança e hoje é rico. Conseguiu tudo o que tem com o suor do próprio trabalho e eu o admiro  muito por isto! Só sinto por ele não me amar tanto quanto eu o amo. E sinto por ele não aproveitar nada do que tem, só pensa em trabalho e adquirir cada dia mais dinheiro. E depois do que houve nos últimos meses, em que ele foi um dos motivos de maior tristeza para mim... #culpazero de verdade! Apesar de tudo, meu pai é um exemplo de vida e força de vontade... (e eu te amo MUITO, viu pai?)
 
Meus amores que não deram certo: As mulheres tem a mania besta de achar que se uma relação não dá certo, é culpa só delas. Na verdade, os envolvidos na relação tem sua parcela de culpa - os dois! Mas, o que foi que eu fiz de errado? Muitas vezes eu mesma fiz esta pergunta infame! Mas enfim, cheguei num topo importante da minha vida, fiz uma espécie de reciclagem mental, coloquei tudo na balança do coração e percebi que eu tive culpa sim, muitas vezes, principalmente por ser impulsiva e ciumenta, mas em contrapartida, fui extremamente carinhosa, sei cozinhar muito bem, cuidava dos meus amores como uma plantinha que precisa ser regada todos os dias, fui um doce em forma de gente, fazia o possível e o impossível para fazer feliz quem eu amava. Sempre achei que sexo é uma das melhores coisas do mundo e é sério, NUNCA  senti “dor de cabeça” como desculpa pra não transar! O problema é que não gosto de mentiras e jogos no amor, não sei jogar e nem quero aprender. Alguns homens parecem gostar mesmo de mulheres que maltratam. E eu não sou assim. Eu cuido e cuido muito bem. Quem gostar de mim, vai ter que gostar de ser cuidado, vai ter que gostar de ser amado, com cumplicidade, amizade e principalmente, sem mentiras! Culpas? Hoje não, não mais! Azar de quem me perdeu. Eu sou mais eu. Aprendi a me dar valor e gosto de mim do jeitinho que sou, com todos os meus defeitos, porque eu sou humana e também erro, como todo mundo. Mas sei amar, haaaa, isso eu sei! #culpazero
Impossível dizer que não existem ou não existirão mais culpas, porque isto é inerente à vontade de nós, seres humanos. Mas se a gente puder refletir e principalmente ponderar nossas atitudes e agir sempre de forma correta com as pessoas que nos cercam, com certeza as culpas diminuirão e muito na nossa mente. As culpas muitas vezes estão ali e somente ali, fixadas na mente, sem fundamento algum para existirem de fato.
 
Acho que vale a reflexão.

culpa zero2

Quem quiser participar, ainda dá tempo, é só clicar na imagem acima!

20 comentários:

  1. Poxa, me identifiquei tanto com esse post, Du... Não que as minhas culpas sejam semelhantes às suas, mas porque eu também preciso, vez ou outra, fazer uma análise de consciência para me livrar das minhas. Já foram muitas mais, eu confesso, mas ainda acabo conservando algumas, faz parte.

    O importante é sempre tirar um tempo para fazer essa auto-análise e tentar se desfazer dessas culpas inúteis que a gente carrega, né??

    Ah, e adorei MUITO saber que você está de bem consigo mesma em relação a esses assuntos, viu?? Sei que não foi um processo fácil, mas que bom que chegamso até aqui! ^^

    Beijos, Du, amo você.

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  2. Seu comentário no blogagem coletiva me possibilitou conhecer seu blog. Gostei e pretendo voltar. Obrigada pela visita! beijo, Ro

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  3. Du,

    Obrigada pela visita e mensagem para reflexão.
    Que grande desabafo fez aqui hein? Isso também nos ajuda a eliminar essa bobagem que muitas vezes é so fruto da nossa imaginação.

    Um abraço

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  4. Seu post tocou fundo no meu coração.

    Semelhanças que apertam o coração.
    Principalmente quando fala de seu pai.

    Minha família é um assunto que ainda preciso refletir antes de chegar no #culpazero.

    Mas por hj chega rsrs.

    Bjos

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  5. Du, prazer em vir aqui, através da blogagem coletiva proposta pela Luci.
    Não vivemos sem culpa, mas podemos aprender a tirar uma ou outra de nós, como cargas eternas.
    A maioria das vezes não há culpa nem culpados, os fatos são como são e a gente é que aprenda alidar com eles.
    O importante é passar, muitas vezes, por cima do que nos magoa e tentar uma nova visão da vida.
    Sem culpas!
    Um abraço e voltarei mais vezes!

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  6. Que bom ter conhecido você. A blogagem coletiva sempre nos dá a oportunidade de conhecer gente/blogs interessantes. Obrigada pela visita. Bjks

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  7. Vim até aqui para agradecer sua visita,seu comentário e sua presença no bloguito,e me deparei com esse bonito texto. Me identifiquei com algumas questões.
    Culpa vez ou outra sentiremos,é humano. Mas culpa sempre não dá,porque não dá para viver infeliz.
    Beijo.
    Ah,também te sigo.

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  8. Du,que postagem mais sincera!Eu me identifiquei tb!Adorei a msg final,pois sempre há uma maneira de não carregar a culpa a todo momento!Uma esperança!Lindo e tocante texto!Bjs,

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  9. Adorei tua postagem e participação. Culpas sempre aparecem, mas não as devemos valorizar muito ,apenas pra que nos façam refletir...beijos,chica

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  10. Eu me identifiquei muito com sua postagem... mães são tudo e algo mais! Estou seguindo-a!
    Beijos

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  11. Olá, querida
    Vc citou algumas das que lhe machucaram mais... mas também aprendeu (como estou tentando também) que viver com consciência de culpa sim (para crescer)... mas com remorso, jamais!!! É vida de parasita...
    Bjs de paz e culpa zero.

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  12. Du, é isso aí. Qdo aceitamos nossas limitações e, também as dos outros , aprendemos a nos livrar um pouco da culpa.

    Beijos

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  13. olá, obrigada pela visita adorei!
    A blogagem coletiva nos dá oportunidade de conhecer outras pessoas e isso é muito bom.
    Também estou tentando começar um processo pra e livrar das culpas e enfrentar as tormentas.
    Um abraço.

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  14. Oie filha minha e sempre sempre em meu coração. culpas quem não as têem.Vivemos errando achando que acertamos. Vejo por mim e pela minha história de vida.E venho tentando me livrar de tantas culpas impostas pelos filhos(homens) e família. Mas graças a Deus ao longo de minha vida desenvolvi em mim o butâzinho (como diz Mateus"saudades dele Du""')que chama-se aceitar,. Aceito tudo e vou em frente e como você disse:- "Azar de quem me perdeu".
    Adorei seu texto e gosto de participar de boglagens, mas...tá difícil demais filha minha.
    Du saudades, saudades...te amo, amo mesmo, mesmo e sempre tenho você no meu coração!
    Beijos muitos muitos beijos!

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  15. Du, lendo o que vc escreveu em relação ao amor, eu me vi num espelho, ainda bem que meu marido é todo carente e dengoso e gosta de ser amado e bem tratado, e é assim comigo também. Eu tbm me sinto assim, crio meus filhos com independência, não os quero na barra da minha saia ou dependentes de mim, quero adultos responsáveis, seguros e felizes. Eu sou contraditória demais, abrigo em meu coração coisas e sentimentos que não consigo explicar bem, e me culpei e cobrei muito por isso, hj eu me permito apenas sentir e deixo as coisas acontecerem no seu tempo. Adorei teu post e não fica triste não, um dia teu pai vai perceber esses enganos, a vida mostra. E nunca é tarde demais ;o) Beijocas ♥

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  16. Me vi em várias partes do seu post. Especialmente na necessidade de perceber os vários aspectos da vida que nos trazem culpas - e como fazer para superar esse sentimento.
    Ainda me cobro muito, me culpo muito. Mas sei que também conseguirei me livrar disso.
    Um lindo final de semana.
    bjs

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  17. Nossa, isso que eu chamo de culpa zero...adorei como descreveste tudo e também conhecer seu blog..Paz e bem

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  18. Oi, Du!

    Conhcendo um pouco de você sei que não precisava carregar este fardo de culpa. E agora lendo teu texto vejo que não há realmente do que se culpar.

    Quem não lhe compreender não lhe merece.
    Beijos!

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  19. Du,

    Gostei de ler seu texto, super reflexivo, senti um aperto no peito quando você falou do seu pai, de que ele não a ama tanto quanto você a ele, e me permitirei comentar: será que é assim mesmo? será que ele não pensa o mesmo em relação a você? Perdi meu pai faz dois anos e mesmo não o tendo mais comigo, e tendo sido ele a maior referência na minha vida, não carrego nenhuma culpa, ele morreu, eu desabei, mas tenho certeza do amor incondicional de que sentíamos um pelo outro. Desculpe me envolver, mas ao ler sua colocação percebi que você sente por essa relação.
    Grandes beijos e um ótimo domingo!

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