Quer uma ótima dica para leitura?

28/12/2011

Meu nome é vermelho - Orhan Pamuk

536 páginas - Editora: Companhia das Letras
Gênero: Literatura estrangeira, romance, best seller



Por que li este livro? Foi até engraçado. Um dia eu estava comentando com uma colega de trabalho sobre os últimos livros que eu havia lido quando ela me falou que tinha um livro na gaveta, que comprou e não conseguiu ler de tão ruim que achou pelos primeiros capítulos.
Fiquei curiosa porque nunca tinha ouvido falar do livro e pedi emprestado. Qual foi a minha surpresa quando comecei a ler e não conseguia mais largar, de tão fascinante que achei.

Sobre o livro:O livro alia narrativa policial, história de amor proibida e reflexões sobre as culturas do Ocidente e do Oriente. A trama se passa em Istambul, no fim do século XVI.

Para comemorar o primeiro milênio da Hégira (a fuga de Maomé para Meca), o sultão encomenda um livro que representasse a riqueza do Império Otomano, que naquele momento vivia seu apogeu. Para provar a superioridade do mundo islâmico, porém, as imagens deveriam ser feitas com as novíssimas técnicas de perspectiva da Itália renascentista. As intenções secretas do sultão logo dão margem a especulações, desencadeando uma onda de intrigas que culmina no assassinato de um dos artistas que trabalhava nas iluminuras do livro.

Ao mesmo tempo, desenrola-se o caso de amor entre o Negro, artesão que voltara a Istambul após doze anos de ausência, e a bela Shekure. Construída por dezenove narradores -entre eles um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro -, a história surpreende pela exuberância estilística, que reflete o encontro de duas culturas.

Pontos fracos:

Talvez não fosse necessário contar tantas histórias dentro da mesma história (quem ler vai entender). A linguagem arcaica e um pouco embrulhada para olhos ocidentais pode não atrair à primeira vista. Mas vale a pena perseverar.

O que achei mais interessante:
A forma como a história é contada.Quem seria capaz de fazer o Diabo, a Moeda, a Morte, a Árvore, o Vermelho, a Mulher, o Cavalo e o Cachorro falarem na primeira pessoa? Adquirirem corpo e alma?

Todo o livro, aliás, é dividido em capítulos narrados na primeira pessoa. O escritor se diverte assumindo várias personalidades. Máscaras, metamorfoses, peles. Cada personagem com sua visão de mundo. Ou apenas seu mundo e sua clausura .

É preciso fôlego , competência, vidência e ousadia para transformar tudo isso em palavras. E que palavras! O livro todo é poema em prosa. Nunca tinha lido nada parecido.

#ficadica

Minha resenha, originalmente publicada em 2009 no Blog "O que elas estão lendo!?"

5 comentários:

  1. Nunca vi esse livro. Até me animei para le-lo, mas quando vc disse que era um poema em prosa, fiquei com receio. Não sou muito fã de poemas. Acho cansativo. Mas vou olhar em alguma livraria que tenha ele e ver se gosto!
    Beijos
    Adriana

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  2. eu já tinha lido uma resenha falando super super bem desse livro. só que não achei por aqui. mas agora, com mais uma falando bem, vou ter que achar de qualquer jeito! rs

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  3. Du,

    Desejo-lhe um Feliz Ano Novo a você e sua família.

    Beijos.

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  4. Oi lindinha!!!!

    Vim desejar um lindo 2012 para vc!

    Que ele, com sua aura de término, feche as coisas que não servem mais e renove a vida das formiguinhas do universo que somos nós. rsrsr

    Que lavemos nosso ego e o purifiquemos para que possa refletir bem nossa real identidade.

    Muito amor e gentileza para vc!

    Xero Anjinho!!!!!!

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  5. Nunca tinha ouvido falar desse livro, nem tu mesma nunca tinha falado sobre ele.
    Quem sabe ele não entre pra lista de 2012?!

    Dica anotada.

    (:

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