4 de dez de 2013

Sobre almas e atitudes


O mundo é uma selva de corações de gelo e pedra. A cada amanhecer fico mais convencida da maldade humana e mais sensível a tudo que vejo e sinto. Sou uma observadora do mundo, da vida e principalmente de mim mesma. Se eu não corrijo minhas próprias atitudes, como vou conceber que outros estão agindo com insensatez? 

Não dá! 

Como dizem por aí, devemos ser coerentes com nosso próprio discurso. Eu tento ser justa na medida do possível, mas como todos, não sou perfeita, também cometo erros, falo e faço besteiras, às vezes volto atrás, peço desculpas ou então, o contrário é recíproco - se eu sei que tenho razão, não mudo de opinião, assumo minha personalidade teimosa, mas coerente comigo mesma.

A premissa básica da minha vida é não fazer aos outros nada que eu não gostaria que fizessem para mim, pois nunca vou exigir nada que eu mesma não possa oferecer. Acho digno, acho justo. Mas com certas coisas / pessoas eu simplesmente não sei lidar... 

É justamente nestas horas que sinto uma solidão inexplicável, se é que me entendem...

Esta sou eu, tentando como sempre, entender os corações humanos - o meu está incluso nesta viagem interminável ao interior mais profundo da(s) alma(s).


[ Dulce Miller ]




Imagem daqui

2 comentários:

  1. Compreender a vida, as coisas dela e tudo que existe não é nada fácil. Nem se entender é fácil, às vezes a gente quer saber os motivos do outro, apesar de as vezes nem sabermos nossos próprios motivos para certas atitudes.
    Marcelle Monteiro

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  2. O entendimento que cada um de nós tem do outro é sempre muito incompleto e assaz deturpável. Mas essas caraterísticas não devem enformar-nos a coerência de atitudes e discursos, nem servir de desculpa à sua falta.
    Belo texto, amiga!

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