19 de out de 2012

E depois de sair daqui?


Ontem eu amanheci com dores muito fortes no peito, umas fisgadas estranhas para mim, porque nunca senti nada igual antes. Será que estaria infartando? Foi o que pensei. E então enquanto caminhava olhando alternadamente, ora para o céu, ora para os carros passando em alta velocidade na avenida,  pensei sobre a morte e no quanto nossa vida é frágil. Não somos nada além do que carregamos dentro de nós, nada além da nossa alma... você percebe a seriedade disto? Percebe?
Tem gente que eu conheço que passou a vida juntando dinheiro e não sabe usufruir dos bens materiais que possui,  que mantém a família distante, que não sabe aproveitar (consequentemente gastar), que não sabe VIVER! 

Qual a vantagem de ter uma vida confortável quando suas relações pessoais se tivessem nota, seria zero? Sinceramente eu não vejo proveito algum, mas enfim, não estou aqui para julgar e sim fazer o que busquei durante minha vida inteira: tentar entender as pessoas (sem êxito, óbvio!).

Confesso que por muitas vezes me senti (e ainda sinto) um ser estranho à maioria, alienada até, pelo simples fato de não compreender como o dinheiro pode ser mais importante que o amor. Tudo bem, agora você vai dizer que amor não enche barriga, ok... mas e a sua saúde mental, como fica? O fato é que dinheiro traz felicidade sim se você souber aproveitar, caso contrário é desperdício de tempo, é perder vida e avançar no caminho de uma morte muito triste.

Foi neste  instante do pensamento, antes de atravessar a rua, que eu olhei para um céu de azul deslumbrante e revivi momentos preciosos em que eu estava acima das nuvens, dentro de um avião indo ao encontro de amigos maravilhosos... então sorri e percebi que não tenho medo nenhum de morrer. Eu já fui muito feliz e muito amada, sabia? Sério! Mesmo tendo sempre que "contar as moedinhas" do meu salário de proletariada para sobreviver, posso dizer que sempre segui as ordens do meu coração e não me arrependo. Nos intervalos desta felicidade eu sofri horrores, claro... chorei mares e caí inúmeras vezes achando que não conseguiria levantar. Talvez nem eu tenha reconhecido a força que tenho, talvez ainda não... Mas a busca constante de aprendizado e autoconhecimento fizeram de mim uma guerreira solitária e incompreendida por muitos. Tudo bem, certas coisas não doem mais, foram superadas.

E como você pode ver eu não infartei, era uma dor muscular associada a muita tensão e stress. Melhor assim, pois posso continuar a busca por mim mesma, "tentando entender". Até quando eu não sei. Mas quer saber? Sinceramente não me importo, desde que eu não ache que a felicidade que tive já foi suficiente. Eu quero mais sede e fome de vida e principalmente, muito, muito mais amor! 

Eu quero mesmo é continuar sendo feliz sempre que olhar para o céu, seja ele azul ou chuvoso. Já disse que amo a chuva? Pois é. Felicidade é isso - o caminho que a gente percorre diariamente. Se você está em busca de ser feliz "um dia" me desculpe - desista antes que seja tarde demais para perceber que errou. É, você vai morrer sem saber onde está esta "tal felicidade". 

Como diria o Zeca Pagodinho (que por sinal sou fã) se liga, malandro!

[Dulce Miller]


Imagem daqui

4 comentários:

  1. Eu quase infartei, lendo o post rsrsrsrs...
    Que bom que vc está bem, mas fale a verdade isso tudo aí foi só saudade das pessoas que te amam, né?

    Bêjo no ♥

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  2. Aí que susto Du! Mas ainda bem que está tudo bem!
    Lembro da viagem e da tua alegria. E o medo da morte? Eu contínuo tendo mais medo é da morte dos outros...
    Beijos no coração!

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  3. Ainda bem que não foi infarto! Ufa...Amei o post! Certissima em tudo que escreveu.
    Beijos e eu amo o Zeca mas o Baleiro!
    beijos
    Adriana

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  4. Bela reflexão, Dulce.
    É reconfortante quando a gente se encontra em textos alheios! A gente se sente menos ET! :oD
    Cuide-se, e boa recuperação.

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