Felicidade, é.

31/05/2012



Fiquei pensando um pouco sobre as agruras que a vida nos apresenta e que geralmente são fruto de nossas escolhas.
Acredito que perceber isso, é um avanço e talvez a possibilidade de ainda ser feliz.
Para ser feliz, é preciso tão pouco. É necessário ter prazer pelo simples e verdadeiro e acima de tudo estar em harmonia e sintonia com nossos pares. É criar a possibilidade de saborear arroz com feijão, com um fio de azeite de oliva, em um ambiente acolhedor e rir de prazer.

Ser feliz é saber compartilhar o que há de melhor em nós sem receios e com a certeza da reciprocidade
e também permitir que o destino conspire a nosso favor
e possibilite expectativas e perspectivas jamais esperadas, talvez, sonhadas.

Ser feliz é encontrar significados de afeto nos pequenos cuidados com o outro.
É também poder revelar-se.
E encontrar no outro a escuta atenta as nossas dores.

Ser feliz é poder vislumbrar outro momento de vida
mesmo, que para isso tenhamos que começar de novo
ou recomeçar!

Ser feliz é poder acreditar que merecemos uma chance de novas escolhas.
É partilhar o riso e o pranto,
é abrir o coração para reencontros com antigas paixões.

Ser feliz é poder ser cúmplice, respeitar e admirar o outro.
Enfim, ser feliz só depende do nosso querer ser!

Quem passa o HIV pode ir preso?


Soubemos através da imprensa internacional que uma cantora pop muito famosa havia transmitido propositalmente o vírus HIV para três parceiros com que manteve relação. A notícia caiu como uma bomba, não somente por se tratar da cantora pop Nadja Benaissa, vocalista do grupo feminino alemão No Angels, mas pela frieza que um ser humano pode chegar tendo uma atitude destas.

A cantora, de 26 anos, foi presa por infectar um homem com o vírus da Aids, após manter relações sexuais com ele sem adverti-lo do perigo. O jornal inglês "Telegraph" fala que pelo menos três homens podem ter se relacionado com a cantora sem o uso do preservativo. Talvez pela importância da cantora no mundo musical o fato tenha se tornado mais visado pela imprensa.
O No Angels, criado em 2000 e formado por quatro cantoras. Teve altos e baixos em sua carreira e surgiu como uma espécie de versão alemã das Spice Girls. Em 2003, o grupo se separou e dois anos depois, após várias tentativas de Nadja alcançar o sucesso em carreira solo, elas se reuniram. Em 2008, representaram a Alemanha no Festival Eurovision, onde ficaram em último lugar.

De qualquer forma, vale salientar que sendo uma estrela internacional ou não, tal fato de transmitir o HIV de forma consciente é crime e dá cadeia sim, inclusive previsto em Lei no Brasil. O Art. 130 do Código Penal prevê: “- Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.”

A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. No caso da cantora Nadja Benaissa, se declarada culpada e condenada, pode pegar de seis meses a dez anos de prisão. Isso nas leis dos EUA. Aqui no Brasil, muitos fatos como este infelizmente tem se tornado comum mas a lei não vem sendo aplicada.

O aumento da quantidade de mulheres contaminadas pelo vírus HIV, principalmente daquelas que adquiriram Aids por meio de relações heterossexuais, deve-se à desigualdade de gênero, associada à pobreza e à subordinação dos papéis femininos em nossa sociedade. A contaminação do vírus está inserida não somente em casais heterossexuais novos, mas também no que chamamos de terceira idade ou que para muitos é a melhor-idade.

Como podemos observar esta doença não escolhe quem irá atacar, e o pior de tudo isso acaba ainda sendo o tal do preconceito e falta de informação. Agora, devemos sim, encarar como um crime aquelas pessoas que transmitem DST propositalmente a seus parceiros ou parceiras. E tal atitude deve ser levada às últimas conseqüências e encarada como um crime como outro, contra a vida. Não podemos deixar impunes pessoas que façam este tipo de coisa, prejudicando pra sempre a vida de alguém. A informação ainda é o melhor remédio.

Fonte: Lado A
Imagem daqui
[Republicando, mantendo os comentários originais]


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