Faz 1 ano, eu tenho um anjo.

22/10/2012



Eu nunca fui fã de música gospel, sou católica porque fui batizada, mas na verdade não creio em religião alguma. Acredito sim em ENERGIA. Acredito na fé que me move e guia. Acredito na verdade do sorriso, na solidariedade e na bondade que ainda vejo em algumas pessoas. Acredito na oração que me fortalece. Acredito no Deus que habita em mim.

Eu nunca precisei de provas sobre a existência de 'uma força superior' para ter fé, mas eu obtive e foi da forma mais bonita do meu mundo.

Houveram dias difíceis, muitas lágrimas quase sangrando caíam dos meus olhos... é que eu não tinha mais forças para chorar. Então como numa prece diária,  ouvia todas as manhãs a mesma música. Logo eu, que não gostava deste tipo de louvor... mas inexplicavelmente eu ouvia esta e rezava muito, e cantava, e chorava...  

Quando meu anjo apareceu eu nem percebi o milagre, só algum tempo depois, quando por acaso estava caminhando na rua e ouvi a mesma canção, como uma luz iluminando um olhar perdido. Quase me ajoelhei naquele instante, mas não foi preciso. Finalmente entendi o que havia acontecido e foi inevitável chorar novamente, só que naquele dia foram lágrimas de agradecimento, de alegria, de uma emoção inexplicável.

Deus, além de fazer um milagre em mim, atendeu minhas preces literalmente ao pé da letra - da música.

Há exatamente um ano meu anjo Leonardo Zaqueu (sim, este é o nome dele, de verdade) apareceu e fez curativos em todas as feridas da minh'alma quando eu não acreditava em mais nada além da  própria vida.

Fomos e continuamos sendo, dia após dia, a redenção um do outro, uma espécie de cura mútua.
Meu Deus é um cara muito bom mesmo!


Faz um milagre em mim
Regis Danese

Como Zaqueu
Eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver
Olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim.
Eu preciso de Ti, Senhor
eu preciso de Ti, Oh! Pai
Sou pequeno demais
Me dá a Tua Paz
Largo tudo pra te seguir.

Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é o meu bem maior,
Faz um Milagre em mim.

Imagem daqui

A poesia da medicina


Hoje vamos começar uma série de gotas autobiográficas, mulheres maravilhosas que fazem da sua profissão a poesia de viver. Elas irão descrever o modo como convivem com a profissão escolhida, além da paixão pela escrita. Começamos hoje com uma amiga com a qual tenho o privilégio de conviver por mais de 10 anos. Ela tem textos lindos publicados neste blog (para aqueles que ainda não leram, é só clicar aqui) e também é colaboradora e escritora no site Assédio Moral no Trabalho.

Com vocês, Cármen Quadros!



Minha paixão pelas letras remonta aos meus 10-11 anos de idade, quando descobri que escrever era uma forma de expressar dor e alegria, amor e a solidão. Essa descoberta auxiliou na transição da adolescência, possibilitando uma fase de muita criatividade poética. Aos 16 anos já publicava poemas no Jornal Correio do Sul de Bagé (RS), minha terra natal. Também produzi um livreto com meus poemas, intitulado Um Toque de Amor em 1975.

Diante da necessidade de escolher uma profissão estive em dúvida entre a Comunicação Social e a Medicina, e acabei optando pela complexa arte de cuidar da saúde das pessoas.
Estudei na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas, onde me formei em 1983. Fiz especialização em Medicina do Trabalho e Administração Hospitalar em São Paulo e Auditoria Médica em Porto Alegre onde resido e trabalho desde 2000.

Ser médica é uma experiência das mais ricas em se tratando de autoconhecimento e de amor e solidariedade ao próximo. É um aprendizado constante das diversas manifestações da vida, das ameaças que a rondam permanentemente. É uma necessidade constante de busca pelo conhecimento técnico, é também o exercício diário do entendimento da nossa impotência diante dos mistérios da existência. É estar disponível para acolher, compreender e respeitar a dor das pessoas. É manter acesa a chama da vida através da esperança e fé mesmo que todos os recursos técnicos sejam contrários a essa premissa. É a prática permanente da ética.

Exercer a medicina exige compaixão e aceitação dos limites do humano.
Por muitos anos, venho escrevendo, mas com pouca regularidade. Sem planos ou compromissos a não ser com os meus sentimentos. Passei a escrever regularmente desde o inicio deste ano. Foi a forma encontrada para dar vazão aos sentimentos mais profundos e compartilhar o encanto que tenho pela vida. 

Escrever também é uma maneira de permanecer presente e vivo na memória dos outros, o que compensaria de certa maneira a imensa impotência diante da morte.

Finalizo agradecendo a Moça do Sonho pela oportunidade e cumprimentando-a pela iniciativa.

Cármen Quadros
21/10/2012
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