Teimosamente Alada

31/10/2012


É preciso data?
Lugar?
É preciso estar?

Claro que ninguém segura meus mares e espaços!
Vai dar bolero, cordel ou o allons enfants de la Patrie...
Não, não e não!
Depressa, vou abrir a janela porque a borboleta precisa de ar
E as ramas da minha mangueira lhe acenam.
Voluptuosa, busca o tapete brilhante
Do azul noite!

Emocionada e travessa
Assisto ao balé único e insuperável dessa libélula mulher
Sempre e teimosamente alada!
Porque amor, porque espírito, porque vôo!

No grande silêncio destes longes
Jamais nos entenderão
Que em nossa cabeça
‘a flor é vermelha, a maçã é cheirosa’
A pele arde, o pássaro azul canta.
Morre-se mil vezes
Sem precisar de que tudo exista
E que tendo o direito de sonhar
Vivamos o sonho!


Imagem daqui
^ Suba