18 de jun de 2013

Uma declaração filosófica de amor?



Poderia ser, por exemplo, a seguinte:

Há o amor segundo Platão: 'Eu te amo, tu me fazes fal­ta, eu te quero.'

Há o amor segundo Aristóteles ou Spinoza: 'Eu te amo: és a causa da minha alegria, e isso me regozija.'

Há o amor segundo Simone Weil ou Jankélévitch: 'Eu te amo como a mim mesmo, que não sou nada, ou quase nada, eu te amo como Deus nos ama, se é que ele existe, eu te amo como qualquer um: ponho minha força a serviço da tua fra­queza, minha pouca força a serviço da tua imensa fraqueza...'

Eros, philia, agapé: o amor que toma, que só sabe gozar ou sofrer, possuir ou perder; o amor que se regozija e com­partilha, que quer bem a quem nos faz bem; enfim, o amor que aceita e protege, que dá e se entrega, que nem precisa mais ser amado...

Eu te amo de todas essas maneiras: eu te tomo avida­mente, eu compartilho alegremente tua vida, tua cama, teu amor, eu me dou e me abandono suavemente... Obrigado por ser o que és, obrigado por existir e por me ajudar a existir!

[André Comte-Sponville, Declaração filosófica de amor]

Imagem daqui



3 comentários:

  1. Que lindinho... amei! Estou tão sensível essa semana, menina!!!

    ResponderExcluir

  2. Comentar?... O quê? eles se amam, tudo está bem!
    Somente o de Platão esse não, Amar e não poder tocar!
    é tormento, é castigo, amor platónico jamais!!!

    Aquele abraço amigo, Célia Sousa.

    ResponderExcluir
  3. Bela declaração. Não há fórmula exata, há as várias formas de dizer através de palavras e atos que amamos alguém.

    ResponderExcluir

 

a moça do sonho Template by Ipietoon Cute Blog Design and Waterpark Gambang