Da fuga, o cl(amor).

28/07/2013



Dá-me tua mão.
Vem cá.
Olha para mim.
Ouve-me, vou falar baixinho...
Resgata tua luz perdida na memória daquelas fotos presas 
na última gaveta do armário trancado à chave, 
não faz sentido que fiquem ali para sempre.
Onde tu estás além das janelas deste quarto?
E dentro desta casa de objetos inanimados, sem cor-amor?
Os espelhos cobertos não fazem mais sentido, entendes o que quero dizer?
Não chores, por favor...
Tuas certezas evaporaram com as migalhas que aceitaste do tempo, eu bem sei... 
então, pelo amor de qualquer deus, clame por existir aqui ou ali, tanto faz, 
eu espero, não vou mais partir!
Revive, eu te peço... sai do poço que entornou tua mente, tenta... derruba os muros e as serpentes que provocaram tanto medo. 
Grita, quebra o que quiseres, qualquer coisa, mas reage! 
Sê!
Não desperdices teu existir.
Se me quiseres, espero aqui.
Fica comigo?

[ Dulce Miller ]
Imagem daqui

2 comentários:

  1. UM pedaço de uma vida!...

    Muito realista, gostei. Parabéns!

    Beijo amigo " Célia "


    ResponderExcluir
  2. Lindo, Du! Já está com (dentro) dela. Permanecerá. :)

    ResponderExcluir

^ Suba