16 de set de 2013

Dos nostálgicos mistérios da vida...


Ouvindo Renato Russo, num daqueles dias de pura saudade que a gente nem sabe direito de quê, comecei a remexer em coisas que estavam guardadas há muito tempo, anos até. Fotos, documentos, cartões...

Encontrei um caderninho que eu tenho desde os meus 14 anos, onde eu escrevia projetos de poemas, rabiscava frases soltas, desconexas... Dentro desse caderno estava um trevo de quatro folhas que um dia eu achei e coloquei ali pra secar. Nem lembrava mais disso, foi em 1990, três meses antes do nascimento do meu filho.

Foi interessante também ler as coisas que eu escrevia naquela época e durante o decorrer dos anos, tudo registrado, não como um diário, mas uma percepção dos meus sentimentos em cada fase da minha vida. 

Percebi como eu não mudei nada, e isso me chocou um pouco. O que eu escrevi nos meus 13 ou 20 anos poderia ter escrito agora, tranquilamente. É estranho porque geralmente o que ocorre, é aperfeiçoar a escrita, as idéias, o que não foi o caso.

Ainda não sei se não ter mudado nada em relação aos meus sentimentos no decorrer dos anos é uma coisa boa ou ruim para mim. Os sentimentos não deveriam evoluir com o tempo, com o aprendizado?

De repente me sinto pequena de novo, como uma criança. É como se eu nunca tivesse crescido. 

Talvez um dia, quem sabe, eu entenda o que estou sentindo agora... Por enquanto só existem dúvidas, e a principal delas é:

Quem sou eu, afinal?



[Dulce Miller]



Imagem daqui

1 comentários:

  1. Uma mulher!
    Com saudades da juventude!

    " chama-se vida "

    Bjs Dulce
    Célia

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