30 de novembro de 2013

"O Amor é a Regeneração Permanente do Amor Nascente."

Postado por Dulce Miller às 21:19

“Trago a pessoa amada em três dias!” Atire a primeira pedra quem nunca na vida, secretamente, desejou que esses cartazes não fossem apenas pura enganação. Se nossa existência é fundamentalmente confirmada pelo olhar do outro, como nos disse Sartre, sentir-se amado, aceito e acolhido é fundamental para a experiência humana. Precisamos viver dentro de relações amorosas, mesmo que muitas vezes, isso nos custe vivenciar rompimentos dolorosos. 

A ligação entre o amor e a dor é muito forte e paradoxal. Mesmo que busquemos o prazer e tentemos evitar a dor, o movimento de entrega exige uma vulnerabilidade que expõe, sem piedade, nossa fragilidade diante do outro e de nós mesmos. Somos seres desejantes, mas a realização de nosso desejo está sujeita à resposta que o outro nos dá. Vivemos o presente ansiando o futuro feliz e uma felicidade para “além do amanhã”, mesmo conscientes de que nossa existência é naturalmente um infinito “vir-a-ser”. 

A experiência me diz que o amor não é nem um inferno de aniquilamento, nem um céu de perfeição imutável. Somos seres em evolução, imperfeitos e sujeitos a escolhas das quais não podemos prever as consequências. Somos uma combinação entre realidades subjetivas e objetivas numa construção de possibilidades. 

É um autoengano achar que chegamos à descoberta definitiva sobre o amor, de alguma maneira, a vida está sempre nos levando para fora desse lugar confortável e pode nos empurrar para a beira do abismo da incompletude novamente. Por mais que tentemos, não é possível definir o amor como uma estrutura idealizada e reproduzível; o amor será sempre uma experiência em aberto, onde descobertas devem ser feitas e novas histórias escritas. 

Resta-nos, sermos resilientes na dor e vivenciar o amor como um movimento infinito em busca do AMAR. Só a partir desta compreensão poderemos transcender seus sofrimentos e receber suas lições e beleza!


Ângela Regina Pilon - Psicoterapeuta
*O título do post é uma frase de Edgard Morin

3 comentários:

Unknown on 1 de dezembro de 2013 00:58 disse...

Muito verdadeiro esse texto .Sem enaltecimentos ou impossibilidades .Um quadro real de um amor simplesmente humano.É muito difícil.Muito difícil se sentir impotente diante de si mesmo,porque as vezes a gente acha que não deveria estar sentindo aquilo ... é complicado.Vulnerabilidade é a palavra mais perfeita pra descrever

Angela Regina on 1 de dezembro de 2013 08:25 disse...

O Amor certamente é a tarefa mais árdua da alma humana.
Angela

http://www.youtube.com/watch?v=kPZqAdvAh74

liagoren on 2 de dezembro de 2013 00:07 disse...

Obrigada Angela por escribirlo y gracias Dulce por compartir.
Me gustó mucho, mucho!
Bjs.

 

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