Risoterapia, vamos praticar?

13/01/2013



Desde crianças ouvimos a expressão "rir é o melhor remédio". Mas este conceito nunca foi tão levado a sério como nos últimos tempos. O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos médicos e com resultados surpreendentes.

Na verdade, nem tão nova assim. A risoterapia como método terapêutico existe desde a década de 60. Quem assistiu ao filme Patch Adams conhece bem a história. O americano Hunter Adams, conhecido como Patch Adams já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço.

Partidário à eficiência do método é o médico clínico geral e homeopata Eduardo Lambert, especializado em terapias sistêmicas e autor do livro Terapia do Riso - A Cura pela Alegria, da Editora Pensamento. Ele considera o riso como uma terapia complementar que auxilia na melhoria do estado emocionale orgânico das pessoas, em pacientes dos mais diferentes tipos de enfermidades. "As pessoas já sabem deste fato, tanto é que até dizem: fulana ou fulano já está melhorando, pois já está até rindo", comenta o especialista.

Cientificamente, Eduardo considera o riso como um grande estimulador. É o riso o responsável por mandar a ordem para o seu cérebro, através do hipotálamo, que sintetiza as endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior.

"O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades".

O médico avisa que quanto mais intenso, melhor. Mas que um simples sorriso, uma graça, situações cômicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, pensamentos positivos, palavras de apoio e incentivo já são fatores importantes à síntese das endorfinas. "É bom lembrar que sorrir nas adversidades é privilégio dos fortes."

Como praticar

O livro "A Terapia do riso" fornece 10 passos para você praticar a risoterapia, na sua vida. Confira as dicas de Eduardo Lambert:

Ame-se, estime-se e valorize-se.

Cultive sempre o bom humor.

Viva com paz na consciência.

Viva o presente com entusiasmo.

Cultive e pratique o bem.

Fale de assuntos alegres, conte piadas sadias.

Dê um sentido positivo e de qualidade à vida.

Tenha sempre atitudes positivas perante tudo.

Use sempre o diálogo, pois é conversando que as pessoas se entendem.

Ame o próximo como a si mesmo.

Semeie boas sementes para colher bons frutos.

Tenha qualidade de vida.

Ame a natureza e o planeta.

O otimismo gera simpatia.

Olhe-se no espelho e sorria para você.

Sorria muito, sorria sempre.


A fisiologia do bom humor

O riso tem impacto sobre o corpo humano. Saiba como uma boa gargalhada age em você:

Coração

O ritmo cardíaco acelera e, pulsando com mais vigor, faz circular mais sangue pelo organismo. Isso aumenta a oxigenação dos tecidos.

Pulmões

Durante uma risada, aumenta a absorção de oxigênio pelos pulmões. A inalação de ar é mais profunda e a expiração, mais forte. Com a maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais são eliminados, promovendo uma espécie de "faxina" nos pulmões.

Músculos Abdominais

O grupo muscular mais exercitado durante a risada é o abdominal. Esses movimentos funcionam como uma massagem para o sistema gastrintestinal. Portanto, rir facilita a digestão e o funcionamento do aparelho intestinal.

Vasos Sanguíneos

Com o maior bombeamento de sangue promovido pelo coração, os vasos sanguíneos se dilatam e a pressão arterial baixa.

Sistema Imunológico

A risada faz com que o nível dos hormônios responsáveis pelo estresse baixe. Com menos cortisol e adrenalina circulando no organismo o sistema imunológico se fortalece. A produção de células de defesa do organismo aumenta e elas se tornam mais ativas.

Por:
Luana Godoy 
Agência MBPress


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