Carta aberta ao destino.

06/08/2013



Olá, Sr. Destino.

Não sei o que esperas de mim ( na verdade não interessa saber), mas queria desde já deixar claro que não tenho ambições, tampouco ilusões, sejam quais forem.

Não espero  nada além daquilo que sei que posso alcançar e não desejo ninguém que meus olhos não possam tocar.

Sei que o Senhor gosta de pregar peças em corações desavisados, mas em relação ao meu, desista, já foi vacinado.

Então não perca seu precioso tempo tentando desviar meus caminhos, pois eles já estão ajustados em seus devidos ninhos, não querem nem precisam desenrolar seus fios já traçados em curvas perfeitas definidas pela vida, que foi exata no que deveria ser. 

Estou bem enfim, portanto não cometa o atrevimento de (re)mexer em minhas virtudes, não faça com que eu comece a acreditar em (in)finitudes... não vai funcionar.

Eu só quero estacionar meu coração na consistência que criei. Não quero sustos nem saltos, não almejo outros asfaltos.

............................. ok, ok!

Não se pode ditar regras ao que não se pode controlar. Então esqueça tudo o que leu acima e me dê apenas o direito de fazer um único pedido, um fio de esperança... desejo o mar e este sim, se puder me dar agradeço desde já.
Eu sei que ele me quer tanto quanto eu sei.


Hoje a memória do coração teve um lapso, lembrou. 
O sonho acordou colorido e sorrindo esperança. 
Seja o que for, valeu a lembrança do a(mar). 
Não poderia ter sido e não foi. 
Será sim, o que virá.



[ Dulce Miller ]
Foto daqui



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