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01/09/2013



"A vida é feita de escolhas".

- Ah, isso é tão clichê.

Verdade. Tão clichê que fica feio repetir, mesmo sabendo que, vivendo, repetimos. A gente escolhe a cara e a roupa em frente ao espelho, escolhe como vai ser o dia, escolhe o destinatário do primeiro sorriso, o motivo da primeira lágrima e, embora não escolha a hora de chegar em casa, sempre escolhe o momento de voltar. E voa, se quiser. Volta amanhã ou depois. 

Triste é quando a gente escolhe calar, porque ninguém precisa saber. Todo mundo está vendo. Então, veste a primeira roupa que encontra e sai de casa sem expressão, do dia, só espera que não chova, apressa o passo e esquece de sorrir, engole seco e não chora, deixa-se conduzir (pelo acaso) até em casa, porque só assim se está relativamente seguro. Não volta mais, pois nunca foi. Talvez fosse legal ter ido, mas isso é problema seu. 

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Texto da querida Natália Oliveira (daqueles que eu gostaria de ter escrito)
Imagem daqui
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